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El Niño: primeiros efeitos já são sentidos no Sul do Brasil

Chuva ganha força nesta semana e pode chegar a três vezes a média de julho em áreas dos três estados da região

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Naiara Ribeiro
El Niño: primeiros efeitos já são sentidos no Sul do Brasil

Os primeiros efeitos do fortalecimento do El Niño começaram a aparecer no Sul do Brasil neste domingo (28) e devem ganhar força ao longo desta segunda-feira (29). A previsão é de vários dias seguidos de chuva nos três estados da região, com volumes que, em algumas áreas, podem chegar ao dobro ou até ao triplo da média esperada para todo o mês de julho.

Segundo a Climatempo, o fortalecimento do El Niño coincide com a passagem de duas frentes frias, o que deve manter a chuva sobre o Sul do país ao longo da semana.

Esse volume de chuva aumenta o risco de alagamentos, transbordamento de rios e arroios e temporais com raios, rajadas de vento e queda de granizo. A preocupação é ainda maior porque parte do Paraná e de Santa Catarina já registrou chuva acima da média durante o outono, o que deixa o solo mais encharcado.

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Onde a chuva deve ser mais intensa

A chuva deve atingir os três estados da Região Sul ao longo da semana, mas os maiores volumes não serão registrados ao mesmo tempo em todas as áreas.

  • Rio Grande do Sul: a principal preocupação é entre terça (30) e quarta-feira (1º), quando os acumulados podem ultrapassar 150 milímetros na bacia dos rios Taquari-Antas.
  • Paraná: a atenção se concentra na bacia do Rio Iguaçu, especialmente nas regiões de Palmas, Francisco Beltrão e União da Vitória.
  • Santa Catarina: praticamente todo o interior do estado está na área com previsão de chuva mais intensa, incluindo cidades como Chapecó, Xanxerê, Campos Novos, Lages e São Miguel do Oeste.
Muita chuva no Sul do Brasil: acumulado previsto entre 28 de junho e 4 de julho de 2026 | Reprodução Climatempo
Muita chuva no Sul do Brasil: acumulado previsto entre 28 de junho e 4 de julho de 2026 | Reprodução Climatempo

O que explica tanta chuva

Além da influência do El Niño, a sequência de dias chuvosos será mantida pela passagem de duas frentes frias e pela circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera, que ajudam na formação de nuvens carregadas.

A primeira frente fria já atua sobre o Sul do país, depois da formação de um ciclone extratropical entre a região e o Paraguai. Embora o ciclone se afaste rapidamente para o oceano, a chuva continua.

Nos próximos dias, novas áreas de instabilidade voltam a se formar entre o sul do Paraguai, o oeste de Santa Catarina e o oeste do Paraná. Na sequência, uma segunda frente fria avança pela região e ajuda a manter a chuva.

Mesmo com a chegada de uma massa de ar frio, a umidade continua elevada. Por isso, a chuva deve continuar em parte da região até o próximo sábado (4).

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