“É uma forma de defender nosso espaço”, diz líder indígena após tentativa de ocupação na COP30
Manifestantes, incluindo povos originários, tentaram forçar a entrada na área restrita da conferência e pediram maior representatividade nas discussões
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com informações da Reuters , Murillo Otavio
12/11/2025, 17:03 • Atualizado em 12/11/2025, 17:03
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Confusão COP30 - ReproduçãoRedesSociais
“É uma forma de defender nosso espaço. Para nós, é um momento de revolta, de indignação, é um momento em que nós, povos indígenas, sentimos a derrota do nosso território na nossa própria pele”, disse o líder indígena Nato, da comunidade Tupinambá, em entrevista à Reuters.
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O depoimento se refere à tentativa de ocupação da COP30 por um grupo formado por indígenas e ativistas ambientais, que forçaram a entrada na Cúpula do Clima.
O grupo exigia acesso à chamada “Blue Zone” (Zona Azul), área restrita que reúne representantes de grandes empresas e chefes de Estado e só permite a entrada de pessoas credenciadas.
Os manifestantes afirmaram que a conferência ocorre em território de povos originários, mas sem garantir a eles participação efetiva nas mesas de discussão.
“Estamos aqui para lembrá-los de que a maioria das pessoas ao redor do mundo quer ar limpo, energia acessível, transporte seguro, tudo o que uma transição justa pode trazer”, disse Louise Hutchins, integrante da coalizão "Faça os Poluidores Pagarem”.
Os ativistas também exibiram cartazes pedindo uma transição energética justa, que respeite os povos originários e as comunidades afetadas por grandes obras, como hidrelétricas e parques eólicos.
A segurança reagiu empurrando os manifestantes e usando mesas para bloquear a entrada. Uma testemunha da Reuters relatou que um dos seguranças foi levado às pressas em uma cadeira de rodas, segurando o abdômen.
Após o incidente, a Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar o caso.
O SBT News entrou em contato com a ONU e com o governo brasileiro para questionar a participação dos povos originários na conferência, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
“É uma forma de defender nosso espaço”, diz líder indígena após tentativa de ocupação na COP30Manifestantes, incluindo povos originários, tentaram forçar a entrada na área restrita da conferência e pediram maior representatividade nas discussões
Brasil2025-11-12T17:03:20.505Z“É uma forma de defender nosso espaço. Para nós, é um momento de revolta, de indignação, é um momento em que nós, povos indígenas, sentimos a derrota do nosso território na nossa própria pele”, disse o líder indígena Nato, da comunidade Tupinambá, em entrevista à Reuters. O depoimento se refere à tentativa de ocupação da COP30 por um grupo formado por indígenas e ativistas ambientais, que forçaram a entrada na Cúpula do Clima. O grupo exigia acesso à chamada “Blue Zone” (Zona Azul), área restrita que reúne representantes de grandes empresas e chefes de Estado e só permite a entrada de pessoas credenciadas. Os manifestantes afirmaram que a conferência ocorre em território de povos originários, mas sem garantir a eles participação efetiva nas mesas de discussão. “Estamos aqui para lembrá-los de que a maioria das pessoas ao redor do mundo quer ar limpo, energia acessível, transporte seguro, tudo o que uma transição justa pode trazer”, disse Louise Hutchins, integrante da coalizão "Faça os Poluidores Pagarem”. De acordo com informações obtidas no local, Durante o ato, alguns carregavam faixas com críticas políticas, bandeiras da Palestina e gritavam palavras de ordem como “Fora Trump!”. Os ativistas também exibiram cartazes pedindo uma transição energética justa, que respeite os povos originários e as comunidades afetadas por grandes obras, como hidrelétricas e parques eólicos. A segurança reagiu empurrando os manifestantes e usando mesas para bloquear a entrada. Uma testemunha da Reuters relatou que um dos seguranças foi levado às pressas em uma cadeira de rodas, segurando o abdômen. Após o incidente, a Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar o caso. O SBT News entrou em contato com a ONU e com o governo brasileiro para questionar a participação dos povos originários na conferência, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/e-uma-forma-de-defender-nosso-espaco-diz-lider-indigena-apos-tentativa-de-ocupacao-na-cop-30