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Pela segunda vez neste ano, o Brasil acionou um plano para reduzir a injeção de energia por usinas de pequeno porte, conectadas à rede das distribuidoras, visando equilibrar a geração e o consumo de energia e evitar um colapso no fornecimento aos consumidores.
A medida de segurança é acionada quando há forte crescimento da geração solar distribuída, que já é a segunda maior fonte da matriz brasileira, mas não é controlável pelo ONS.
As miniusinas solares, instaladas principalmente em telhados e fachadas, passaram a atender uma parte cada vez maior do consumo de energia do Brasil, ocupando espaço de outras fontes e ampliando os riscos de blecautes. O problema aparece sobretudo nos fins de semana e feriados, dias de consumo baixo de energia e que exigem diminuição da geração para equilibrar a frequência do sistema elétrico.
Quando o ONS identifica o esgotamento de seus recursos de redução, com cortes possíveis do que é gerado por grandes parques eólicos e solares, hidrelétricas e termelétricas, as distribuidoras são instadas a retringir a energia proveniente de pequenos empreendimentos conectados às suas redes.
No último domingo, o órgão solicitou às concessionárias o gerenciamento de 1 GW entre as 11h e 13h30, com cortes nas usinas "tipo III", pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e térmicas a biomassa.
Além do plano emergencial, o ONS também diminuiu a recepção de energia de grandes eólicas e solares do Nordeste, uma estratégia já adotada no passado. Foram mais de 20 GW cortados ao longo de todo o domingo, segundo o informe preliminar de operações do dia. A carga, por sua vez, ficou em torno de 71 GW.
"O Operador continua atento à nova realidade eletroenergética e trabalhando para garantir a segurança e a eficiência do sistema, de acordo com os procedimentos de rede vigentes", disse o ONS em nota, nesta segunda-feira.
Para adicionar mais uma camada de proteção contra apagões, o ONS deve começar a testar, até o fim do ano, cortes automáticos de geração distribuída solar remota. A proposta em estudo prevê cortes de até 3 GW de energia injetada pelas chamadas "fazendas solares", empreendimentos que atendem a empresas de "energia solar por assinatura".
Distribuidoras de energia cortam 1 GW para evitar colapsoPlano emergencial acionado no domingo envolveu corte de 1 gigawatt (GW), para conter o excesso de geração de energia no sistema elétrico brasileiro Brasil2026-08-24T17:41:56.634Zpara conter o excesso de geração de energia no sistema elétrico brasileiro envolveu o corte de 1 gigawatt (GW), operacionalizado pelas distribuidoras, disse o , nesta segunda-feira (24). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. Pela segunda vez neste ano, o Brasil acionou um plano para reduzir a injeção de energia por usinas de pequeno porte, conectadas à rede das distribuidoras, visando equilibrar a geração e o consumo de energia e evitar um colapso no fornecimento aos consumidores. A medida de segurança é acionada quando há forte crescimento da geração solar distribuída, que já é a segunda maior fonte da matriz brasileira, mas não é controlável pelo ONS. As miniusinas solares, instaladas principalmente em telhados e fachadas, passaram a atender uma parte cada vez maior do consumo de energia do Brasil, ocupando espaço de outras fontes e ampliando os riscos de blecautes. O problema aparece sobretudo nos fins de semana e feriados, dias de consumo baixo de energia e que exigem diminuição da geração para equilibrar a frequência do sistema elétrico. Quando o ONS identifica o esgotamento de seus recursos de redução, com cortes possíveis do que é gerado por grandes parques eólicos e solares, hidrelétricas e termelétricas, as distribuidoras são instadas a retringir a energia proveniente de pequenos empreendimentos conectados às suas redes. No último domingo, o órgão solicitou às concessionárias o gerenciamento de 1 GW entre as 11h e 13h30, com cortes nas usinas "tipo III", pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e térmicas a biomassa. Além do plano emergencial, o ONS também diminuiu a recepção de energia de grandes eólicas e solares do Nordeste, uma estratégia já adotada no passado. Foram mais de 20 GW cortados ao longo de todo o domingo, segundo o informe preliminar de operações do dia. A carga, por sua vez, ficou em torno de 71 GW. "O Operador continua atento à nova realidade eletroenergética e trabalhando para garantir a segurança e a eficiência do sistema, de acordo com os procedimentos de rede vigentes", disse o ONS em nota, nesta segunda-feira. Para adicionar mais uma camada de proteção contra apagões, o ONS deve começar a testar, até o fim do ano, cortes automáticos de geração distribuída solar remota. A proposta em estudo prevê cortes de até 3 GW de energia injetada pelas chamadas "fazendas solares", empreendimentos que atendem a empresas de "energia solar por assinatura".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/distribuidoras-de-energia-cortam-1-gw-para-evitar-colapso