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Desabamento em igreja histórica expõe abandono de patrimônios tombados em Salvador

Após morte em desabamento no centro histórico, MPF investiga negligência na conservação de igrejas centenárias da capital baiana

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O estado de abandono de igrejas históricas no centro de Salvador colocou em risco ao menos oito dos 30 templos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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As construções, algumas erguidas há mais de 300 anos, enfrentam sérios problemas estruturais e falta de manutenção, mesmo com o reconhecimento como Patrimônio Cultural da Humanidade.

A situação se agravou após o desabamento do teto da Igreja de São Francisco, no último dia 5 de fevereiro, que matou um turista de 26 anos e deixou cinco pessoas feridas.

A tragédia aconteceu um dia antes de uma inspeção agendada pelo Iphan. O local segue interditado e passa por obras emergenciais. Segundo o Frei Lorrane, responsável pela paróquia, a reforma completa ainda depende da arrecadação de recursos.

Diante do descaso, o Ministério Público Federal instaurou um inquérito civil para apurar a responsabilidade do Iphan, da Prefeitura de Salvador e do governo estadual na conservação dos imóveis tombados.

O historiador Ricardo Carvalho destacou a importância da Igreja de São Francisco, considerada uma das sete maravilhas de origem portuguesa no mundo. Ele também defende que as igrejas do centro histórico sejam tratadas como monumentos vivos, comparando-as a livros de história abertos.

Além da Igreja de São Francisco, outras cinco foram interditadas pela Defesa Civil por risco de desabamento. Especialistas cobram políticas públicas eficazes e ações conjuntas entre os órgãos competentes para garantir a preservação desse patrimônio nacional.

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