Deolane e Gusttavo Lima: saiba próximos passos da investigação e o vai e vem da Justiça
Desembargador Eduardo Maranhão contrariou ordens em primeira instância de Andréa da Cruz sobre investigados da Operação Integration
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Derick Toda
25/09/2024, 16:22 • Atualizado em 25/09/2024, 16:22
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Gusttavo Lima e Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram
Investigados pela Operação Integration, Deolane Bezerra e Gusttavo Lima tiveram dias agitados. A influenciadora assinou, nesta quarta-feira (25), o termo de soltura após quase 20 dias detida em dois presídios de Pernambuco. Já o astro do sertanejo chegou a ter um pedido de prisão aberto, que foi revogado na terça-feira (24).
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Agora, a próxima etapa processual está nas mãos da Polícia Civil do estado após o Ministério Público devolver o inquérito policial solicitando novas "diligências complementares indispensáveis".
Ao todo, 22 pessoas foram indiciadas, consideradas suspeitas de integrarem uma organização criminosa que teria movimentado R$ 3 bilhões em menos de três anos. O habeas corpus beneficiou 18 pessoas e, mais tarde, a medida foi cedida para Gusttavo Lima, totalizando 19 beneficiados.
Divergências judiciais
Gusttavo Lima
O cantor Gusttavo Lima, que teve a prisão decretada em investigação sobre jogos ilegais. Foto: Reprodução/Instagram
As decisões da Justiça envolvendo Deolane Bezerra e Gusttavo Lima evidenciaram uma divisão entre as instâncias, promotoria e Polícia Civil. O desembargador Eduardo Guillod Maranhão deu um 'puxão de orelha' na juíza Andréa Calado da Cruz, da instância primária, que foi quem expediu a ordem de prisão contra o sertanejo.
Na ocasião, Eduardo Maranhão apontou que Andréa da Cruz tomou a decisão em "meras ilações impróprias e considerações genéricas", sem qualquer evidência que justificasse a ordem de reclusão.
Em outro momento, ainda sobre o mandado de prisão contra Gusttavo, o desembargador destacou que a juíza preferiu se sustentar pelo que foi apresentado pela autoridade policial ao invés do Ministério Público, que sugeriu outras medidas preventivas no lugar da detenção.
De acordo com o desembargador, Andréa da Cruz sustentou o pedido de prisão contra o cantor por Gusttavo ter deixado duas pessoas investigadas a viajarem com ele para a Grécia, em 1º de setembro, o que Andréa considerou conivência com foragidos da Justiça.
No entanto, as ordens de prisão preventiva das duas pessoas foram expedidas no dia 3 de setembro, dois dias após a viagem.
Deolane
Deolane Bezerra sai da prisão em Buíque, no interior de Pernambuco | TV Jornal/SBT
No dia 3 de setembro, a juíza determinou a prisão de Deolane e da mãe dela, Solange Bezerra. As duas ficaram detidas no presídio Colônia Penal Feminina do Recife.
Seis dias depois, o desembargador flexibilizou a medida da juíza e determinou prisão domiciliar para influenciadora, considerando que ela é ré primária, os "bons antecedentes", a provedora do sustento da família e por ser mãe de uma criança de oito anos.
Por fim, na segunda-feira (23), a juíza Andréa da Cruz teve mais uma decisão contrariada pelo desembargador. Dessa vez, Eduardo Maranhão acatou o habeas corpus que permitiu que 18 investigados respondessem em liberdade, incluindo a influenciadora e Solange.
"A partir do momento em que o Órgão Ministerial não se mostra convicto no oferecimento da denúncia, mostram-se frágeis a autoria e a própria materialidade delitiva, situação esta que depõe contra o próprio instituto da prisão preventiva prevista na norma adjetiva pena", disse o desembargador, na decisão.
Deolane e Gusttavo Lima: saiba próximos passos da investigação e o vai e vem da JustiçaDesembargador Eduardo Maranhão contrariou ordens em primeira instância de Andréa da Cruz sobre investigados da Operação IntegrationBrasil2024-09-25T16:22:56.351ZInvestigados pela Operação Integration, Deolane Bezerra e Gusttavo Lima tiveram dias agitados. A influenciadora assinou, nesta quarta-feira (25), o após quase 20 dias detida em dois presídios de Pernambuco. Já o astro do sertanejo chegou a ter um pedido de prisão aberto, que . Agora, a próxima etapa processual está nas mãos da Polícia Civil do estado após o Ministério Público devolver o inquérito policial solicitando novas "diligências complementares indispensáveis". Ao todo, 22 pessoas foram indiciadas, consideradas suspeitas de integrarem uma organização criminosa que teria movimentado R$ 3 bilhões em menos de três anos. O habeas corpus beneficiou 18 pessoas e, mais tarde, a medida foi cedida para Gusttavo Lima, totalizando 19 beneficiados. Divergências judiciais Gusttavo Lima As decisões da Justiça envolvendo Deolane Bezerra e Gusttavo Lima evidenciaram uma divisão entre as instâncias, promotoria e Polícia Civil. O desembargador na juíza Andréa Calado da Cruz, da instância primária, que foi quem expediu a ordem de prisão contra o sertanejo. Na ocasião, Eduardo Maranhão apontou que Andréa da Cruz tomou a decisão em "meras ilações impróprias e considerações genéricas", sem qualquer evidência que justificasse a ordem de reclusão. Em outro momento, ainda sobre o , o desembargador destacou que a juíza preferiu se sustentar pelo que foi apresentado pela autoridade policial ao invés do Ministério Público, que sugeriu outras medidas preventivas no lugar da detenção. De acordo com o desembargador, Andréa da Cruz sustentou o pedido de prisão contra o cantor por Gusttavo ter deixado duas pessoas investigadas a viajarem com ele para a Grécia, em 1º de setembro, o que Andréa considerou conivência com foragidos da Justiça. No entanto, as ordens de prisão preventiva das duas pessoas foram expedidas no dia 3 de setembro, dois dias após a viagem. Deolane No dia 3 de setembro, e da mãe dela, Solange Bezerra. As duas ficaram detidas no presídio Colônia Penal Feminina do Recife. Seis dias depois, o desembargador flexibilizou a medida da juíza e determinou prisão domiciliar para influenciadora, considerando que ela é ré primária, os "bons antecedentes", a provedora do sustento da família e por ser mãe de uma criança de oito anos. Mas, ao sair da prisão, , sendo presa novamente no dia seguinte. Por fim, na segunda-feira (23), a juíza Andréa da Cruz teve mais uma decisão contrariada pelo desembargador. Dessa vez, Eduardo Maranhão acatou o habeas corpus que permitiu que 18 investigados respondessem em liberdade, incluindo a influenciadora e Solange. "A partir do momento em que o Órgão Ministerial não se mostra convicto no oferecimento da denúncia, mostram-se frágeis a autoria e a própria materialidade delitiva, situação esta que depõe contra o próprio instituto da prisão preventiva prevista na norma adjetiva pena", disse o desembargador, na decisão. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/deolane-e-gusttavo-lima-saiba-proximos-passos-da-investigacao-e-o-vai-e-vem-da-justica