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Cristian Ribera conquista 1ª medalha do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno

Brasileiro leva prata no sprint do esqui cross-country em Milão-Cortina 2026 e garante feito inédito para o país

Imagem da noticia Cristian Ribera conquista 1ª medalha do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno
Cristian Ribera com a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 | Alessandra Cabral/CPB
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O brasileiro Cristian Ribera conquistou a primeira medalha da história do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno nesta terça-feira (10), ao ficar com a prata no sprint do esqui cross-country, na classe sitting (atletas que competem sentados), em Milão-Cortina 2026, na Itália.

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A prova foi disputada no Tesero Cross-Country Stadium, em Val di Fiemme, nas Dolomitas italianas. O atleta de 23 anos, natural de Rondônia e radicado em Jundiaí (SP), completou a final com o tempo de 2min29s6, garantindo o segundo lugar no pódio e um resultado inédito para o esporte paralímpico brasileiro em edições de inverno.

A medalha de ouro ficou com o chinês Zixu Liu, que marcou 2min28s9, enquanto o cazaque Yerbol Khamitov conquistou o bronze com 2min29s9. Ribera liderou boa parte da final da prova mais rápida da modalidade, mas acabou ultrapassado na reta final pelo atleta chinês.

Cristian Ribera durante a prova do esqui cross-country, classe sitting, em Milão-Cortina 2026 | Alessandra Cabral/CPB
Cristian Ribera durante a prova do esqui cross-country, classe sitting, em Milão-Cortina 2026 | Alessandra Cabral/CPB

Até então, o melhor desempenho do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno havia sido justamente de Ribera, que terminou em sexto lugar nos 15 km do esqui cross-country em PyeongChang 2018.

O brasileiro disputa sua terceira edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno. Em Pequim 2022, ele também esteve entre os competidores da modalidade e terminou na oitava posição nos 20 km.

Ribera ainda terá outras oportunidades de medalha em Milão-Cortina 2026. O brasileiro volta à pista nesta quarta-feira (11) para disputar a prova de 10 km do esqui cross-country. Ele também está inscrito no revezamento misto, programado para o dia 14 de março, e na prova de 20 km, marcada para o dia 15.

Cristian nasceu com artrogripose, uma doença congênita que afeta as articulações, e realizou 21 cirurgias nas pernas. O irmão mais velho dele é seu treinador e a caçula, Eduarda, começou no esqui cross-country inspirada pelo irmão. Ela também competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno, realizados há um mês.

Melhor resultado feminino do Brasil

Outro destaque brasileiro do dia foi Aline Rocha, do Paraná, que terminou na quinta colocação no sprint feminino do esqui cross-country, também na classe sitting.

Com o tempo de 3min21s00, a atleta registrou o melhor resultado feminino do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno. A medalha de ouro ficou com a norte-americana Oksana Masters, seguida pela sul-coreana Yunji Kim e pela chinesa Shiyu Wang.

Aline já havia alcançado outro bom resultado no início da competição, ao terminar em sétimo lugar no biatlo 7,5 km, até então o melhor desempenho brasileiro na modalidade em Jogos Paralímpicos de Inverno.

Maior delegação brasileira da história

O Brasil participa dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com a maior delegação de sua história, formada por oito atletas em diferentes modalidades.

Além do esqui cross-country, o país também terá representantes no snowboard paralímpico, com André Barbieri e Vitória Machado, que disputarão a prova de banked slalom no dia 14 de março, em Cortina d’Ampezzo.

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