COP30: Cúpula dos Povos encerra debates com cobranças por justiça climática em Belém
Evento paralelo à conferência voltou a ocorrer após três edições de ausência; Cacique Raoni alertou sobre impacto de mudanças do clima
Kenzô Machida
Movimentos entregaram carta com cobranças ao presidente da COP30 | Divulgação/Alex Ferro/COP30
Belém (PA) — A Cúpula dos Povos, realizada até este domingo (16), reuniu movimentos ribeirinhos, indígenas, quilombolas e trabalhadores sem terra em um grande encontro paralelo à COP30, conferência da ONU sobre clima. O evento voltou a ocorrer após três edições de ausência, já que Egito, Emirados Árabes e Azerbaijão não permitiram a participação dessas organizações.
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Ao longo de sete dias, cerca de 23 mil pessoas foram credenciadas e 20 mil circularam pelo campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), que recebeu debates, oficinas, encontros e serviu como alojamento para participantes de várias regiões do Brasil e do mundo.
O encerramento trouxe reivindicações consideradas prioritárias pelos movimentos: justiça climática global, proteção aos direitos humanos, transição energética e valorização da agroecologia.
Cúpula dos Povos, encontro paralelo à COP30, reuniu movimentos ribeirinhos, indígenas, quilombolas e trabalhadores sem terra | Kenzô Machida/SBT
A abertura do evento foi feita pelo Cacique Raoni, que reforçou o alerta sobre os impactos das mudanças climáticas. Ele destacou o aumento das temperaturas, o secamento dos rios e o ar mais difícil de respirar, afirmando que esses sinais já indicam o risco de um "grande caos" caso não haja ação imediata.
Durante toda a programação, os movimentos criticaram a falta de comprometimento dos países responsáveis pelas decisões globais.
Uma carta com essas cobranças foi entregue ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reforçando que as soluções discutidas na conferência precisam, de fato, enfrentar a crise climática e o desmatamento, problemas que ampliam a desigualdade e atingem principalmente os territórios mais vulneráveis.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participou do evento e afirmou que o retorno da Cúpula dos Povos representa uma voz "essencial e necessária" para a agenda climática.
Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também marcou presença. Ele ouviu as demandas dos movimentos e disse que a expectativa é que as cobranças apresentadas na Cúpula dos Povos sejam incorporadas aos debates da COP30 ao longo da segunda e última semana da conferência do clima em Belém.
COP30: Cúpula dos Povos encerra debates com cobranças por justiça climática em BelémEvento paralelo à conferência voltou a ocorrer após três edições de ausência; Cacique Raoni alertou sobre impacto de mudanças do climaBrasil2025-11-16T16:52:42.642ZBelém (PA) — A Cúpula dos Povos, realizada até este domingo (16), reuniu movimentos ribeirinhos, indígenas, quilombolas e trabalhadores sem terra em um grande encontro paralelo à COP30, conferência da ONU sobre clima. O evento voltou a ocorrer após três edições de ausência, já que Egito, Emirados Árabes e Azerbaijão não permitiram a participação dessas organizações. Ao longo de sete dias, cerca de 23 mil pessoas foram credenciadas e 20 mil circularam pelo campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), que recebeu debates, oficinas, encontros e serviu como alojamento para participantes de várias regiões do Brasil e do mundo. O encerramento trouxe reivindicações consideradas prioritárias pelos movimentos: justiça climática global, proteção aos direitos humanos, transição energética e valorização da agroecologia. A abertura do evento foi feita pelo Cacique Raoni, que reforçou o alerta sobre os impactos das mudanças climáticas. Ele destacou o aumento das temperaturas, o secamento dos rios e o ar mais difícil de respirar, afirmando que esses sinais já indicam o risco de um "grande caos" caso não haja ação imediata. Durante toda a programação, os movimentos criticaram a falta de comprometimento dos países responsáveis pelas decisões globais. Uma carta com essas cobranças foi entregue ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reforçando que as soluções discutidas na conferência precisam, de fato, enfrentar a crise climática e o desmatamento, problemas que ampliam a desigualdade e atingem principalmente os territórios mais vulneráveis. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participou do evento e afirmou que o retorno da Cúpula dos Povos representa uma voz "essencial e necessária" para a agenda climática. Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também marcou presença. Ele ouviu as demandas dos movimentos e disse que a expectativa é que as cobranças apresentadas na Cúpula dos Povos sejam incorporadas aos debates da COP30 ao longo da segunda e última semana da conferência do clima em Belém.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/cop-30-cupula-dos-povos-encerra-debates-com-cobrancas-por-justica-climatica-em-belem
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