“Cidades precisarão ser preparadas para eventos climáticos extremos”, analisa professor da UnB
Em entrevista ao SBT News, Rafael Rodrigues da França falou sobre as fortes chuvas que atingem o RS
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Samir Mello, Leonardo Cavalcanti
Em entrevista ao SBT News, Rafael Rodrigues da França, professor de Geografia da Universidade de Brasília (UnB), falou sobre os fortes temporais que atingem a região do Rio Grande do Sul. Para ele, tais eventos climáticos extremos serão cada vez mais comuns e o poder público precisará agir para mitigar seus efeitos.
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“A população sofrerá com as mudanças climáticas em três níveis: conforto térmico, chuvas e poluição atmosférica. O poder público tem condições de trabalhar para mitigar os efeitos dessas questões com políticas mais arrojadas, preparando a cidade do século 21 para eventos climáticos extremos, que serão cada vez mais frequentes, como fortes chuvas e secas, inundações, furacões, tornados, etc”, analisou Rafael.
Entre as ações que podem ser tomadas, segundo o professor, estão usar a terra de forma mais sustentável, optar por fontes mais renováveis de energia e criar mais áreas verdes. “O Distrito Federal é um ótimo modelo do caminho a ser seguido. Outras grandes cidades, como São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, já se encontram em situações mais críticas, pois esconderam seus rios e córregos. No lugar deles, temos avenidas e outros problemas com resíduos sólidos, problemas de drenagem micro e macro etc”.
Rafael revelou também que mesmo nos modelos matemáticos mais otimistas, a temperatura da terra continuará subindo, uma consequência da atividade industrial, que emite diversos gases e alteram a composição da atmosfera, então, ele alerta, o uso mais sustentável da terra se torna urgente.
El Niño
Sobre as chuvas que estão atingindo a região sul do país, o professor Rafael França explicou que esse desastre natural pode ser explicado, em parte, pelo fenômeno El Niño. “Não se sabe exatamente a origem do fenômeno, mas sabemos que ele mexe com a circulação atmosférica de todo o planeta. Lugares onde deveriam estar frio, fazem calor e vice-versa. O sul se encontra no meio de um bloqueio atmosférico, com as frentes frias não avançando além da região”, disse.
“Cidades precisarão ser preparadas para eventos climáticos extremos”, analisa professor da UnBEm entrevista ao SBT News, Rafael Rodrigues da França falou sobre as fortes chuvas que atingem o RS
Brasil2024-05-03T21:10:03.107ZEm entrevista ao SBT News, Rafael Rodrigues da França, professor de Geografia da Universidade de Brasília (UnB), falou sobre os fortes temporais que atingem a região do . Para ele, tais eventos climáticos extremos serão cada vez mais comuns e o poder público precisará agir para mitigar seus efeitos. “A população sofrerá com as mudanças climáticas em três níveis: conforto térmico, chuvas e poluição atmosférica. O poder público tem condições de trabalhar para mitigar os efeitos dessas questões com políticas mais arrojadas, preparando a cidade do século 21 para eventos climáticos extremos, que serão cada vez mais frequentes, como fortes chuvas e secas, inundações, furacões, tornados, etc”, analisou Rafael. Entre as ações que podem ser tomadas, segundo o professor, estão usar a terra de forma mais sustentável, optar por fontes mais renováveis de energia e criar mais áreas verdes. “O Distrito Federal é um ótimo modelo do caminho a ser seguido. Outras grandes cidades, como São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, já se encontram em situações mais críticas, pois esconderam seus rios e córregos. No lugar deles, temos avenidas e outros problemas com resíduos sólidos, problemas de drenagem micro e macro etc”. Rafael revelou também que mesmo nos modelos matemáticos mais otimistas, a temperatura da terra continuará subindo, uma consequência da atividade industrial, que emite diversos gases e alteram a composição da atmosfera, então, ele alerta, o uso mais sustentável da terra se torna urgente. El Niño Sobre as chuvas que estão atingindo a região sul do país, o professor Rafael França explicou que esse desastre natural pode ser explicado, em parte, pelo fenômeno El Niño. “Não se sabe exatamente a origem do fenômeno, mas sabemos que ele mexe com a circulação atmosférica de todo o planeta. Lugares onde deveriam estar frio, fazem calor e vice-versa. O sul se encontra no meio de um bloqueio atmosférico, com as frentes frias não avançando além da região”, disse. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/cidades-precisarao-ser-preparadas-para-eventos-climaticos-extremos-analisa-professor-da-un-b