Caso Porsche: MP volta a pedir prisão de empresário que matou motorista de aplicativo
Pedido ocorre após Justiça negar pela terceira vez prisão de Fernando Sastre, acusado de homicídio doloso qualificado e lesão corporal gravíssima
S
SBT News
03/05/2024, 19:02 • Atualizado em 03/05/2024, 19:14
compartilhar
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu, nesta sexta-feira (3), da decisão da Justiça que, pela terceira vez, negou o pedido de prisão feito pela Polícia Civil contra o motorista do Porsche que causou um acidente de trânsito e matou um motorista de aplicativo na madrugada do dia 31 de março, na zona leste de São Paulo.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
De acordo com promotoria, que pediu uma liminar contra a decisão em primeira instância, o caso preenche os requisitos para que o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, tenha prisão preventiva decretada.
"Existe por parte do acusado ato de influência no depoimento de testemunha, constatado após a disponibilização das gravações das imagens policiais"
A citação faz referência ao depoimento dado pela namorada do motorista, que deu informações idênticas àquelas apresentadas pela mãe do acusado, segundo o MP.
Acusado pelos crimes de homicídio doloso qualificado e lesão corporal gravíssima, Fernando trocou de advogado, na quinta-feira (2), e agora será representado por Elizeu Neto e Jonas Marzagão. O advogado João Victor Maciel Gonçalves segue na defesa do motorista.
Carine Acardo Garcia e Merhy Daychoum deixaram a defesa de Fernando após a conclusão do inquérito.
Fernando Sastre, que dirigia um Porsche, bateu no Sandero dirigido pelo motorista de aplicativo, Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, na madrugada do dia 31 de março, na avenida Salim Farah Maluf, zona leste de São Paulo.
Ornaldo não sobreviveu após o acidente. O passageiro do carro de luxo, Marcus Vinícius Machado Rocha, teve ferimentos gravíssimos, ficando na UTI por 10 dias.
De acordo com o MPSP, Fernando Sastre ingeriu álcool em dois estabelecimentos antes de dirigir o Porsche. A namorada dele e um casal de amigos tentaram impedi-lo de dirigir, mas o condutor ainda assim optou por assumir o risco. Na avenida, ainda segundo o MPSP, Fernando trafegou a mais de 150 km/h.
O MPSP também aponta que Fernando se apresentou à autoridade policial 36 horas depois da colisão, tendo deixado o local do acidente sem fazer o teste do bafômetro, com autorização dos policiais militares que atenderam à ocorrência. A conduta dos agentes também está sendo investigada.
Caso Porsche: MP volta a pedir prisão de empresário que matou motorista de aplicativoPedido ocorre após Justiça negar pela terceira vez prisão de Fernando Sastre, acusado de homicídio doloso qualificado e lesão corporal gravíssimaBrasil2024-05-03T19:02:02.386ZO Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu, nesta sexta-feira (3), da decisão da Justiça que, pela terceira vez, negou o pedido de prisão feito pela Polícia Civil contra o motorista do Porsche que causou um acidente de trânsito e matou um motorista de aplicativo na madrugada do dia 31 de março, na zona leste de São Paulo. De acordo com promotoria, que pediu uma liminar contra a decisão em primeira instância, o caso preenche os requisitos para que o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, tenha prisão preventiva decretada. "Existe por parte do acusado ato de influência no depoimento de testemunha, constatado após a disponibilização das gravações das imagens policiais" A citação faz referência ao depoimento dado pela namorada do motorista, que deu informações idênticas àquelas apresentadas pela mãe do acusado, segundo o MP. Acusado pelos crimes de homicídio doloso qualificado e lesão corporal gravíssima, Fernando trocou de advogado, na quinta-feira (2), e agora será representado por Elizeu Neto e Jonas Marzagão. O advogado João Victor Maciel Gonçalves segue na defesa do motorista. Carine Acardo Garcia e Merhy Daychoum deixaram a defesa de Fernando após a conclusão do inquérito. Relembre o caso Fernando Sastre, que dirigia um Porsche, bateu no Sandero dirigido pelo motorista de aplicativo, Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, na madrugada do dia 31 de março, na avenida Salim Farah Maluf, zona leste de São Paulo. Ornaldo não sobreviveu após o acidente. O passageiro do carro de luxo, Marcus Vinícius Machado Rocha, teve ferimentos gravíssimos, ficando na UTI por 10 dias. De acordo com o MPSP, Fernando Sastre ingeriu álcool em dois estabelecimentos antes de dirigir o Porsche. A namorada dele e um casal de amigos tentaram impedi-lo de dirigir, mas o condutor ainda assim optou por assumir o risco. Na avenida, ainda segundo o MPSP, Fernando trafegou a mais de 150 km/h. O MPSP também aponta que Fernando se apresentou à autoridade policial 36 horas depois da colisão, tendo deixado o local do acidente sem fazer o teste do bafômetro, com autorização dos policiais militares que atenderam à ocorrência. A conduta dos agentes também está sendo investigada.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/caso-porsche-mp-recorre-de-decisao-da-justica-que-negou-pela-prisao-de-fernando-sastre
Rio Tietê não tem mais nenhum trecho livre de poluição
Estudo com participação da Unifesp que detectou microplásticos, drogas ilícitas e agrotóxicos, acende alerta para os impactos do saneamento insuficiente
"Vivi um milésimo do sofrimento que a Venezuela passa"
Estudante brasileiro que escapou de prédios caindo e perdeu amigos nos terremotos conta como voltou ao Brasil e o que vivenciou durante e após a tragédia