Brasil

Carnaval 2026: saiba recomendações para se proteger do roubo de celulares

Além do prejuízo material, vítimas relatam ameaças e riscos à segurança digital; no Rio, um aparelho foi levado a cada seis minutos em 2025

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Foliões com celular durante o Carnaval | Reprodução

O Carnaval é tempo de festa, mas também exige atenção redobrada com a segurança. No Rio de Janeiro, durante a folia do ano passado, um celular foi roubado ou furtado a cada seis minutos. Foram 4.613 registros de furto e 2.469 de roubo, segundo dados oficiais. O prejuízo, porém, vai muito além da perda do aparelho.

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Em meio a fantasias, glitter e registros constantes da festa pelo celular, a distração dos foliões acaba facilitando a ação de criminosos. Na capital paulista, o cenário é semelhante: mais de 6.000 ocorrências de furtos e roubos de celulares foram registradas durante os dias de Carnaval.

Foi o que aconteceu com uma secretária executiva, que prefere não se identificar. Ela e amigos deixavam um samba na região central do Rio quando foram cercados por criminosos e tiveram o aparelho levado.

Dias depois, já com um novo celular, começaram as ameaças. O autor do crime passou a enviar mensagens com fotos de armas, outros celulares roubados e dados pessoais da vítima, exigindo o desbloqueio do aparelho. Pelo sistema de rastreamento, ela ainda consegue ver o antigo celular circulando por diferentes ruas da cidade.

Dados pessoais no celular

O desespero tem explicação. Hoje, o celular funciona como uma extensão da identidade do usuário e concentra acesso a contas bancárias, documentos e senhas pessoais, ampliando os danos em casos de roubo ou furto.

Diante desse cenário, o mercado tem buscado alternativas para reduzir os riscos. As chamadas “coleiras de celular” já figuram entre os itens mais vendidos na internet. Bancos e aplicativos também passaram a oferecer ferramentas de proteção adicionais, como limites de acesso, bloqueios rápidos e mecanismos de segurança reforçados.

Entre as principais recomendações estão:

  • a ativação da autenticação em dois fatores;
  • o bloqueio automático de tela;
  • o bloqueio do chip e do aparelho;
  • a ativação da localização remota; e
  • o uso de pastas protegidas para aplicativos sensíveis.

Em caso de roubo ou furto, a orientação é avisar imediatamente o banco e registrar a ocorrência policial.

Também é possível recorrer a plataformas públicas de segurança digital, que permitem o bloqueio rápido do aparelho e de contas associadas após o crime.

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