Brasil e China fecham acordo tecnológico para monitoramento climático
Com o pacto, Brasil entrará em grupo seleto de menos de 10 países desenvolvedores da tecnologia, diz ministério
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Marcos Marinho
Brasil e China fecham acordo tecnológico para monitoramento climático | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Durante a Cúpula do Brics, Brasil e China anunciaram, neste sábado (5), a conclusão das negociações para o desenvolvimento conjunto do "CBERS-5", o primeiro satélite geoestacionário da série China-Brazil Earth Resources Satellite (CBERS). A formalização do acordo ocorreu durante o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro chinês, Li Qiang.
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A iniciativa marca um avanço tecnológico inédito para o Brasil, que passará a integrar um grupo seleto de menos de 10 países com capacidade de desenvolver esse tipo de satélite, segundo o governo.
“Esse será o primeiro satélite geoestacionário desenvolvido pelo Brasil e representa um enorme salto tecnológico na parceria CBERS”, afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, presente à reunião.
Com foco em aplicações meteorológicas e ambientais, o CBERS-5 garantirá ao Brasil soberania no acesso a dados espaciais estratégicos, permitindo previsões meteorológicas e climáticas mais precisas, disse o ministério.
A expectativa é que os impactos da nova tecnologia beneficiem diretamente setores cruciais como geração de energia, agricultura, planejamento urbano e prevenção de desastres naturais — áreas sensíveis diante do avanço das mudanças climáticas.
“Estamos vendo que parceiros tradicionais estão, cada vez mais, reduzindo investimentos em tecnologias climáticas por uma questão ideológica. O CBERS-5 busca suprir os dados espaciais ambientais do continente, cujo fornecimento pode ser interrompido no futuro próximo”, destacou a ministra.
A China, por sua vez, também se beneficiará da nova missão com o acesso a dados do Hemisfério Ocidental, o que permitirá aprimorar seus modelos de previsão climática e fortalecer sua base de pesquisa.
Além disso, os dados coletados pelo CBERS-5 serão distribuídos gratuitamente para países da América Latina e do Caribe, reforçando o caráter colaborativo da missão e a proposta de compartilhamento de conhecimento em escala regional.
Brasil e China fecham acordo tecnológico para monitoramento climáticoCom o pacto, Brasil entrará em grupo seleto de menos de 10 países desenvolvedores da tecnologia, diz ministérioBrasil2025-07-06T18:52:50.968ZDurante a Cúpula do Brics, Brasil e China anunciaram, neste sábado (5), a conclusão das negociações para o desenvolvimento conjunto do "CBERS-5", o primeiro satélite geoestacionário da série China-Brazil Earth Resources Satellite (CBERS). A formalização do acordo ocorreu durante o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro chinês, Li Qiang. A iniciativa marca um avanço tecnológico inédito para o Brasil, que passará a integrar um grupo seleto de menos de 10 países com capacidade de desenvolver esse tipo de satélite, segundo o governo. “Esse será o primeiro satélite geoestacionário desenvolvido pelo Brasil e representa um enorme salto tecnológico na parceria CBERS”, afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, presente à reunião. Com foco em aplicações meteorológicas e ambientais, o CBERS-5 garantirá ao Brasil soberania no acesso a dados espaciais estratégicos, permitindo previsões meteorológicas e climáticas mais precisas, disse o ministério. A expectativa é que os impactos da nova tecnologia beneficiem diretamente setores cruciais como geração de energia, agricultura, planejamento urbano e prevenção de desastres naturais — áreas sensíveis diante do avanço das mudanças climáticas. “Estamos vendo que parceiros tradicionais estão, cada vez mais, reduzindo investimentos em tecnologias climáticas por uma questão ideológica. O CBERS-5 busca suprir os dados espaciais ambientais do continente, cujo fornecimento pode ser interrompido no futuro próximo”, destacou a ministra. A China, por sua vez, também se beneficiará da nova missão com o acesso a dados do Hemisfério Ocidental, o que permitirá aprimorar seus modelos de previsão climática e fortalecer sua base de pesquisa. Além disso, os dados coletados pelo CBERS-5 serão distribuídos gratuitamente para países da América Latina e do Caribe, reforçando o caráter colaborativo da missão e a proposta de compartilhamento de conhecimento em escala regional.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/brasil-e-china-fecham-acordo-tecnologico-para-monitoramento-climatico
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