Bancada ruralista rebate rótulo de 'pauta-bomba' a projeto
Presidente da FPA, Pedro Lupion afirma que projeto de renegociação das dívidas rurais não gera impacto fiscal primário





Pedro Lupion em entrevista ao Central de Notícias. | Reprodução/SBT News
O deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), rebateu as críticas do governo federal ao projeto de renegociação de dívidas rurais e contestou a classificação da proposta como uma “pauta-bomba”.
Em entrevista ao Central de Notícias, do SBT News, Lupion afirmou que o texto aprovado pelo Senado não representa um impacto fiscal primário para as contas públicas. O texto ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados.
"Não dá para colocar uma repactuação de dívida de produtores rurais como 'pauta-bomba'. Isso não é verdade. O que a gente precisa é garantir a atividade econômica do país", afirmou Lupion.
O presidente da FPA rejeitou a narrativa de que a medida teria potencial de provocar desequilíbrio fiscal. Para ele, o projeto representa uma forma de socorrer produtores afetados por eventos climáticos, aumento dos custos de produção e dificuldades de acesso ao crédito.
Segundo o parlamentar, o governo estaria apresentando números que não correspondem ao custo real da medida.
“Quando o governo fala em R$ 140 bilhões de impacto, isso é o potencial de dívidas elegíveis, não o custo fiscal”, declarou. De acordo com ele, o projeto utiliza recursos de fundos já existentes para viabilizar a repactuação dos débitos, sem necessidade de desembolso direto do Tesouro Nacional.
Lupion disse que a proposta prevê apenas a equalização de juros em determinadas linhas de crédito.
“Nós não estamos falando de algo que é dinheiro de graça, nós estamos falando de uma repactuação de dívidas que serão pagas”, afirmou. “90% dessa dívida não é com o governo, é com o sistema bancário, é com fornecedor, é com cooperativa, é com ‘trader’, é com cerealista”, completou.













