Ataques a ônibus: São Paulo teve 47 coletivos depredados no domingo (13)
Atos aconteceram em todas as regiões da cidade, segundo a SP Trans
Agência SBT
A cidade de São Paulo teve 47 ônibus depredados no último domingo (13), de acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SP Trans. Os ataques aconteceram em todas as regiões da cidade. Apesar dos estragos, não houve registro de feridos nas ocorrências.
Os episódios se somam a uma série de incidentes semelhantes que vêm ocorrendo desde o início de junho, elevando a preocupação com a segurança no transporte coletivo.
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De acordo com dados reunidos por diferentes órgãos, os números impressionam: desde o início de junho, mais de 700 veículos foram alvo de depredações na Grande São Paulo. 421 deles na capital.
Segundo a SPTrans, desde 12 de junho foram 374 coletivos danificados. Já a SPUrbanos, sindicato das empresas de transporte da capital, contabilizou 412 veículos depredados entre 1º de junho e 5 de julho, e 855 desde o início do ano. A Artesp, responsável pelas rodovias paulistas, registrou 246 ocorrências até o dia 8 de julho na Região Metropolitana.
Um relatório elaborado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) divulgado na quinta-feira (10), relatava que entre 21 de maio e 5 de julho foram feitos 191 boletins de ocorrência sobre esse tipo de ataque.
A Avenida Cupecê concentra o maior número de ataques, com 85 ocorrências. Outros ataques também foram registrados com recorrência em outras vias movimentadas, como Senador Teotônio Vilela, Sapopemba, Corifeu de Azevedo Marques, Interlagos, Faria Lima e Engenheiro Armando de Arruda Pereira, além da Rodovia Raposo Tavares.
Entre as empresas mais afetadas estão a Mobibrasil (40 casos), Transpass (28), Viação Grajaú (26) e Gatusa (13).
Para a Polícia Civil, há indícios de que os ataques tenham relação com a saída da empresa Transwolff do sistema municipal, oficializada em 12 de junho. A companhia é investigada por uma suposta ligação com o crime organizado, e as autoridades não descartam a hipótese de que os ataques sejam uma resposta coordenada à mudança.
Até o momento, sete suspeitos foram presos, mas a motivação oficial ainda não foi confirmada pelas autoridades.