Adriano Pires: Brasil perde tempo na exploração de petróleo
Adriano Pires afirma que exigências do órgão ambiental dificultam a atração de investimentos e atrasam a exploração de petróleo na Margem Equatorial
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Ranier Bragon, Amanda Klein, Murillo Otavio
Petróleo | Getty Images
O Brasil perde tempo no que se refere à exploração de petróleo, avalia Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Em entrevista ao SBT News nesta terça-feira (18), o especialista disse que a legislação brasileira dificulta o processo e que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atua com viés ideológico.
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“Tivemos indícios de petróleo e isso mostra como a gente perdeu tempo. Esse poço, onde a Petrobras encontrou esses indícios, foi licitado em 2013. Se a gente tivesse mais agilidade, o Brasil estaria produzindo o que a Guiana produz”, disse Pires. Em outro momento, Adriano completou: “Claro que precisa de licença ambiental para exploração de petróleo. Mas acho que no Brasil o Ibama tem um viés ideológico. Ele demora muito para conceder licenças ambientais, exige uma documentação exagerada e desnecessária. Hoje o Ibama é uma barreira à atração de investimentos.”
A crítica de Adriano Pires ocorre na esteira da mais recente descoberta da Petrobras, que identificou sinais de petróleo no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, região que faz parte da Margem Equatorial brasileira.
Após a descoberta, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a estatal vai explorar a região e prevê perfurar mais três poços no local. A estatal aguarda autorização ambiental para dar continuidade às atividades.
A descoberta acontece às vésperas do período eleitoral. O governo Lula vê a exploração com bons olhos e já trabalha o tema politicamente. Para Adriano Pires, a comemoração motivada pelos indícios de petróleo acontece, em parte, por conta do momento político, destacando ainda que uma eventual exploração comercial pode demorar anos para se concretizar.
A autorização do Ibama para a exploração e pesquisa de petróleo no país ocorre por meio de um processo de Licenciamento Ambiental Federal. O instituto avalia os impactos em áreas marítimas federais, exigindo estudos de impacto ambiental, planos detalhados de emergência contra vazamentos, simulações práticas e audiências públicas com as comunidades afetadas antes de liberar cada fase de perfuração.
Especialistas ouvidos pelo SBT News na segunda-feira (17) dizem que a eventual exploração de petróleo pode acarretar problemas ambientais e ressaltam que algumas autorizações do Ibama foram concedidas após pressão do governo. Para eles, a mais recente descoberta é “um risco sendo vendido como conquista”.
Adriano Pires: Brasil perde tempo na exploração de petróleoAdriano Pires afirma que exigências do órgão ambiental dificultam a atração de investimentos e atrasam a exploração de petróleo na Margem EquatorialBrasil2026-08-18T19:49:43.738ZO Brasil perde tempo no que se refere à exploração de petróleo, avalia Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Em entrevista ao SBT News nesta terça-feira (18), o especialista disse que a legislação brasileira dificulta o processo e que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atua com viés ideológico. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Tivemos indícios de petróleo e isso mostra como a gente perdeu tempo. Esse poço, onde a Petrobras encontrou esses indícios, foi licitado em 2013. Se a gente tivesse mais agilidade, o Brasil estaria produzindo o que a Guiana produz”, disse Pires. Em outro momento, Adriano completou: “Claro que precisa de licença ambiental para exploração de petróleo. Mas acho que no Brasil o Ibama tem um viés ideológico. Ele demora muito para conceder licenças ambientais, exige uma documentação exagerada e desnecessária. Hoje o Ibama é uma barreira à atração de investimentos.” A crítica de Adriano Pires ocorre na esteira da mais recente descoberta da Petrobras, que identificou sinais de petróleo no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, região que faz parte da Margem Equatorial brasileira. Após a descoberta, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a estatal vai explorar a região e prevê perfurar mais três poços no local. A estatal aguarda autorização ambiental para dar continuidade às atividades. A descoberta acontece às vésperas do período eleitoral. O governo Lula vê a exploração com bons olhos e já trabalha o tema politicamente. Para Adriano Pires, a comemoração motivada pelos indícios de petróleo acontece, em parte, por conta do momento político, destacando ainda que uma eventual exploração comercial pode demorar anos para se concretizar. A autorização do Ibama para a exploração e pesquisa de petróleo no país ocorre por meio de um processo de Licenciamento Ambiental Federal. O instituto avalia os impactos em áreas marítimas federais, exigindo estudos de impacto ambiental, planos detalhados de emergência contra vazamentos, simulações práticas e audiências públicas com as comunidades afetadas antes de liberar cada fase de perfuração. Especialistas ouvidos pelo SBT News na segunda-feira (17) dizem que a eventual exploração de petróleo pode acarretar problemas ambientais e ressaltam que algumas autorizações do Ibama foram concedidas após pressão do governo. Para eles, a mais recente descoberta é “um risco sendo vendido como conquista”.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/adriano-pires-brasil-perde-tempo-na-exploracao-de-petroleo