Brasil

Uso de linhas de pipa com cerol já feriu mais de 60 animais em SP

Intervenções podem variar do implante de penas até amputações

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Camila Stucaluc
10/07/2023, 07:44 • Atualizado em 31/10/2023, 20:48
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Entre os animais estão a corujinha-do-mato, a marreca-ananaí, o gavião-peneira e o pica-pau-de-banda-branca | Agência Brasil

Entre os animais estão a corujinha-do-mato, a marreca-ananaí, o gavião-peneira e o pica-pau-de-banda-branca | Agência Brasil

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O uso de linhas de pipa chilenas ou com cerol - proibida por lei - já deixou dezenas de animais feridos no primeiro semestre de 2023. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, no período, 68 animais, de 23 espécies distintas, foram atendidos no estado com lesões ocasionadas pelas linhas.

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Entre os animais estão a corujinha-do-mato, a marreca-ananaí, o gavião-peneira e o pica-pau-de-banda-branca. A secretaria explica que, diferente do que muitos pensam, os ferimentos não ocorrem durante a prática de empinar a pipa, mas sim com pedaços de linhas que ficam enroscados em árvores, casas, prédios e outros edifícios.

"Os acidentes podem acontecer em duas situações, durante o voo ou pouso, próximo aos locais onde as linhas ficam enroscadas, ou quando elas são utilizadas como substrato nos ninhos. Como é um material que não sofre degradação com o tempo, representa risco permanente para qualquer espécie, como aves de rapina", diz a entidade.

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Em relação ao tratamento, as intervenções podem variar da correção ao implante de penas, da analgesia à imobilização e de pequenas cirurgias à amputações. Muitos dos animais que não são resgatados, por sua vez, acabam morrendo, pois ficam longos períodos feridos no alto das árvores. 

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