Transição: famosos serão voluntários, cargos remunerados vão de R$ 2 a R$ 17 mil
Coordenador da transição, Geraldo Alckmin (PSB) prioriza 50 cargos remunerados para servidores afastados

Equipe de transição do Governo Lula se reúne no CCBB em Brasília
Coordenador da equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, na tarde desta 4ª feira (16.nov), ter indicado a nomeação de apenas 14 dos 50 cargos disponíveis oficialmente para a transição, conforme previsto na Lei 10.609/2002. Estes cargos possuem remuneração que variam de R$ 2.701 a R$ 17.327 ? metade deles tem salários de R$ 10.373.
+ "Não vai ser gastador", diz Alckmin sobre governo Lula
Segundo Alckmin, foram indicados para estes cargos os servidores públicos que necessitam de afastamento de suas funções para se dedicar à equipe. "Nós vamos seguir rigorosamente a Legislação. O que tem (nomeados) são alguns afastados de Órgão Federal porque é importante você ter pessoas da AGU (Advocacia-Geral da União), do IPEA, que são bem capacitados", afirmou o vice-presidente ao SBT News.
Até agora, o vice-presidente eleito anunciou pelo menos 280 nomes para trabalhar até a posse do novo governo, em 1º de janeiro. A maioria deles trabalharão voluntariamente."Dos 50, até agora, nós só oficializamos 14 nomeações. Nós temos muitos voluntários. O que é muito bom porque você tem mais participação", completou Alckmin.
Famosos voluntários
Dentre os famosos, que vão atuar de forma voluntária, estão a apresentadora e chef de cozinha Bela Gil, filha do cantor Gilberto Gil; uma das herdeiras do Banco Itaú, Neca Setubal e os médicos cardiologistas Ludhmila Hajjar e Roberto Kalil Filho. Ela é médica de famosos e chegou a ser cotada para o ocupar o Ministério da Saúde no governo de Jair Bolsonaro (PL). Ludhmila comandou a cirurgia realizada pelo pai da cantora Anitta e auxiliou na recuperação de famosos que sofreram com a Covid-19, como o cantor Edson, da dupla sertaneja com Hudson. Roberto Kalil Filho é cardiologista de Lula, e dos ex-ministros da Saúde Arthur Chioro e Alexandre Padilha.
Silvio Almeida, advogado, filósofo e professor universitário também atuará na equipe de transição sem ser remunerado. Ele éÉ reconhecido como um dos grandes especialistas do Brasil na questão racial.
O ex-ministro Guido Mantega, integrante da equipe de Planejamento, Orçamento e Gestão da transição para o futuro governo trabalhará de forma voluntária por imposição judicial. Ele foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2016 e está proibido de assumir qualquer cargo público até fevereiro de 2030.














