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CFM é alvo de protestos após restringir tratamento com canabidiol

Uso da substância em remédios será limitado apenas para crianças que sofrem de epilepsia

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CFM é alvo de protestos
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Pacientes que fazem tratamento com canabidiol e familiares protestaram em várias cidades do Brasil contra o Conselho Federal de Medicina.

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O CFM restringiu o uso da substância, derivada da planta da maconha, apenas para crianças que sofrem de epilepsia, alegando falta de estudos que comprovem a eficácia contra outras doenças.

Em Brasília, a manifestação reuniu pessoas como a estudante Paula Paes. Ela percebeu melhora no quadro de autismo e epilepsia do filho, Daniel, de 14 anos, ao usar o canabidiol.

"Começamos o tratamento dele. Um óleo full espectro, com a planta toda, todos os cannabidioides terapêuticos. Ele foi melhorando", afirmou em entrevista ao SBT.

O pai de Filipe, que é presidente da Associação Curando Ivo, faz tratamento contra o alzheimer. Com os sintomas da doença controlados, teme um retrocesso sem o uso do medicamento. "Nós temos que pensar que tem o paciente, [mas] a família também é acometida por isso. Não é fácil ter uma pessoa com Alzheimer dentro de casa, assim como outras patologias", disse.

Na capital federal, os participantes entregaram ao Conselho Federal de Medicina um documento com evidências científicas da eficácia do Canabidiol no tratamento de mais de trinta patologias. Os diretores do CFM informaram que vão repassar as informações aos outros conselheiros. Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro também registraram protestos. 

Renato Malcher, professor e pesquisador da Universidade de Brasília, que também tem um filho tratado com o medicamento, diz que os estudos que o conselho usou para determinar a restrição estão defasados. "No ambiente médico, estão todos atônitos, perplexos, sobretudo porque o Conselho Federal de Medicina apresentou no documento uma prova de que eles são absolutamente negligentes com esse assunto. A referência bibliográfica mais recente que usam [no documento] é de 2014", destacou.

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