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Depois de 20 anos, ararinha-azul volta para natureza

ICMBio e entidades preservavam animais em cativeiro; soltura acontecerá na Caatinga da Bahia

Depois de 20 anos, ararinha-azul volta para natureza
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Após duas décadas sem a ararinha-azul alçar voo no céu da Caatinga brasileira, o sonho da volta chega cada vez mais perto. A ave foi declarada extinta pelo Ministério do Meio Ambiente em 2000, devido ao comércio ilegal de aves silvestres e a destruição da Caatinga que dificultou a permanência do animal. 

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Em 2012, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou um Plano Ação Nacional de Conservação da Ararinha-Azul (PAN) que em parceria com institutos internacionais, centros de pesquisas e especialista trariam e reproduziram as aves, fazendo com que elas voltassem ao local que pertencem.

A primeira parte do Plano de Ação foi negociar a volta de 52 ararinhas azuis da Alemanha e Qatar. E em 2018 foi demarcada duas áreas de proteção, sendo a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul e o Refúgio da Vida Silvestre da Ararinha-Azul, que juntas somam 120 mil hectares nos municípios de Juazeiro e Curaçá, na Bahia. 

Além das áreas demarcadas, o governo construiu um viveiro e centro de pesquisa, no município de Curaçá, onde os animais foram destinados e tiveram um processo de ambientação importante para a futura soltura. As ararinhas-azuis puderam conviver com araras-maracanãs (Primolius maracana), que tem hábitos parecidos e costumam dividir ambientes, com isso essas aves serviram de "professores" para as ararinhas.

Soltura 

O processo de reprodução e adaptação das ararinhas-azuis foi longo e depois de 20 anos da extinção oito delas serão soltas no próximo sábado (11.jun), e outras 12 serão soltas em dezembro. Os animais escolhidos foram aqueles que mais se adaptaram à vida na natureza, que conseguiram voar bem, identificar predadores e estarem saudáveis. 

As aves estão com os dias contados para permanecer em cativeiro. No entanto essa saída será lenta e progressiva, durante o dia as portas dos viveiros ficarão abertas e a noite serão fechada, os especialistas estimularão os animais a irem e voltarem ao local. 

As aves também terão anilhas e localizadores para o acompanhamento. Os cientistas monitorarão as ararinhas neste tempo para entender melhor como elas vivem, o que comem e como se desenvolverão. 

Ainda há um árduo caminho para que a extinção seja algo fora de questão, existem em cativeiros ao redor do mundo cerca de 200 aves, especificamente no Brasil, existem 55, tendo nascido três desde o dia em que foram trazidas para cá. 

Mesmo com os grandes desafios, o ICMBio, os cientistas e a própria população local de Curaçá se mostram entusiasmados. Para entender o processo de soltura assista o vídeo produzido pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave): 


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*estagiário sob supervisão de Cido Coelho

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