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Operação combate grupo que desviou recursos destinados contra a pandemia

Ação policial aconteceu em seis estados brasileiros; desvios passam de R$ 20 milhões

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Operação contra desvio de recursos públicos destinados ao combate à pandemia aconteceu em seis estados brasileiros
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A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Divisão de Capturas do DOPE (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF). deflagraram, nesta 4ªfeira (18.ago), a Operação Ethon, que tem como objetivo combater uma organização criminosa especializada em crimes como peculato, lavagem de dinheiro e corrupção de recursos públicos destinados ao combate à pandemia do coronavirus. 

Foram cumpridos 61 mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo, em Limeira e em Barueri e uma médica foi presa em flagrante. A ação também acontece nos estados do Rio de Janeiro, Tocantins, Bahia e Goiás.

As investigações apuram crimes de peculato e organização criminosa cometidos na contratação de empresas para a gestão do atendimento à saúde pelo Governo do Distrito Federal, durante a pandemia do coronavírus.

As empresas DOMED e OATI (Organização Aparecidense de Terapia Intensiva) estão envolvidas nos crimes. 

A DOMED foi contratada para o fornecimento de 50 leitos de UTI para o Hospital Regional de Santa Maria. Já a OATI seria responsável por 20 leitos no Hospital Base e 10 leitos na UPA de São Sebastião.

Ambas não forneceram insumos, medicamentos e mão de obra em qualidade e quantidade exigidos, o que resultou em uma grande taxa de mortalidade nestes locais. Além disso, os preços ofertados por elas tiveram superfaturamento. 

Um dos alvos da operação é Allan Moreira Franca, responsável pela empresa 'IGS Emergências Médicas Eirelli'. Ele teria oferecido uma "proposta de cobertura" para os crimes e participou da seleção vinculada à contratação das empresas. 

O Gaeco determinou o cumprimento das medidas cautelares proferidas pelo Juízo da 5ª Vara Criminal de Brasília e a realização de diligências com a finalidade de angariar elementos de prova que possam ratificar, retificar ou excluir as hipóteses criminais investigadas.

Devem ser apreendidos: arquivos eletrônicos de qualquer natureza, agendas eletrônicas ou manuscritas, hard drives, computadores, laptops, pen drives, disquetes, mídias, telefones celulares, smartphones, tablets, todo e qualquer papel ou documento que contenha material probatório de interesse da investigação, valores em moeda nacional ou estrangeira que sejam de alto valor (acima de R$ 5.000,00 - inclusive em moeda estrangeira). 
 

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