Brasil

Secretário de Tecnologia do TSE: "Não existe apuração secreta no Brasil"

Júlio Valente rebateu críticas sobre a falta de segurança da urna eletrônica

S
Soane Guerreiro
24/07/2021, 00:00 • Atualizado em 30/10/2023, 23:05
compartilhar
Urna eletrônica

Urna eletrônica

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Questionada por políticos, a confiabilidade da urna eletrônica está sendo colocada em cheque no Congresso Nacional por parlamentares da base governista que ainda esperam avançar, no início do segundo semestre, em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que prevê a adoção de uma urna eletrônica que permita a impressão do registro do voto para, em seguida, ser depositado em uma urna, sem contato manual do eleitor.

O Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, Júlio Valente, rebateu o argumento de que não é possível recontar os votos.

"Nós temos uma série de mecanismos de auditoria que, sim, conseguem comprovar que a vontade do eleitor está sendo respeitada, sem a fragilidade que é inerente ao papel. Cada voto de cada eleitor é registrado dentro da urna eletrônica como se existisse no papel, um registro digital do voto. Os partidos políticos e as demais entidades fiscalizadoras podem solicitar esse registro digital de voto e refazer a contagem, refazer os totais por sessão. A primeira ideia de que os votos não existem individualmente, é falsa. Eles podem não só ser recuperados, como é possível refazer a contagem", explicou o secretário.

Valente afirmou que, meses antes das eleições, já começam as etapas de teste para verificar a segurança das urnas. Primeiro com os testes públicos, onde as urnas são colocadas à prova de "hackers", inscritos para tentar encontrar vulnerabilidades em algum dos sistemas instalados no equipamento. Se nenhuma ameaça for detectada, a urna é lacrada, ou seja, não é permitida mais nenhuma alteração nos programas até a votação. No dia do pleito, é impresso um documento chamado de "zerésimo" para demonstrar que não há votos computados na urna. Assim que termina o prazo da eleição, cada equipamento gera o boletim da urna, que é um extrato da votação. 

"Não existe apuração secreta no Brasil e não existe totalização secreta, porque esses resultados são conhecidos às 17h em todas as sessões do Brasil. Uma das vias desse boletim de urna é afixado no local da sessão eleitoral, uma outra via fica de posse do presidente daquela sessão eleitoral, que depois vai compará-lo com os resultados divulgados no site do TSE. Uma terceira via é disponibilizada ao comitê interpartidário. O TSE disponibiliza um aplicativo que a pessoa com o seu celular pode ler os QR code, os códigos gráficos, que ficam ao final dos boletins de urna e depois salvar no seu celular, que pode ser comparado."

Ao ser questionado sobre a proposta de voto impresso, Júlio Valente destacou que só a existência do papel já representa um risco para o eleitor.

"A partir do momento em que nós incluímos o papel no processo e a partir do momento que a gente faz a contagem a partir do papel, a gente tem uma série de episódios que podem acontecer de fraude. Nós tivemos episódios de escrutinadores que engoliam os votos para não contá-lo. Então a existência do papel por si só é um risco para o eleitor, muito mais que uma garantia. Quando a gente coloca o papel novamente como elemento de auditável e a partir do momento que a gente diz que a contagem vai ser feita no papel, a gente abre margem para uma sorte grande de fraudes que ocorriam antes e que foram impedidas pela urna eletrônica. O papel some, o papel pode ser colocado num bolso, nós tínhamos papeis que eram engolidos pelo escrutinador para não ser contado, o papel pode ser riscado, o papel é frágil por si só", defendeu o secretário. 

O registro do voto eletrônico foi inaugurando no Brasil de 1996. No período foram 13 eleições realizadas por meio da urna eletrônica.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: CNI pede redução mais forte da taxa de juros

CNI pede redução mais forte da taxa de juros

Imagem da notícia: Lindbergh pede Bolsonaro na Papuda após confisco de arma

Lindbergh pede Bolsonaro na Papuda após confisco de arma

Imagem da notícia: Câmara aprova MP do Frete com anistia a caminhoneiros

Câmara aprova MP do Frete com anistia a caminhoneiros

Imagem da notícia: Veja os 14 pontos previstos no acordo de paz entre EUA e Irã

Veja os 14 pontos previstos no acordo de paz entre EUA e Irã

Imagem da notícia: CNI pede redução mais forte da taxa de juros

CNI pede redução mais forte da taxa de juros

Imagem da notícia: Lindbergh pede Bolsonaro na Papuda após confisco de arma

Lindbergh pede Bolsonaro na Papuda após confisco de arma

Imagem da notícia: Câmara aprova MP do Frete com anistia a caminhoneiros

Câmara aprova MP do Frete com anistia a caminhoneiros

Imagem da notícia: Veja os 14 pontos previstos no acordo de paz entre EUA e Irã

Veja os 14 pontos previstos no acordo de paz entre EUA e Irã

Últimas notícias

EUA e Irã assinam acordo de paz antes do previsto

Memorando para pôr fim à guerra no Oriente Médio seria assinado em uma cerimônia marcada para sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça

Alcolumbre diz que pode votar ‘pauta-bomba’ na próxima semana

Presidente do Senado disse que vai consultar senadores sobre PEC que concede aposentadoria especial a agentes comunitários

Nunes Marques será relator de ação de Flávio contra Lula

Senador pede ao STF investigação contra o presidente por fala sobre enforcamento de traidores

Eduardo Bolsonaro vê como improvável extradição dos EUA

Ex-deputado questiona eventual pedido do Brasil e cita ação nos EUA contra Alexandre de Moraes ao criticar condução do caso

Copom corta taxa de juros e reduz Selic para 14,25% ao ano

Decisão do Banco Central marca novo corte de juros após manutenção em abril e reforça expectativa de flexibilização gradual da política monetária

Ibovespa cai após Fed reforçar combate à inflação

No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,42%, cotado a R$ 5,108