Brasil

PF investiga fraudes em contratos entre empresa de tecnologia e órgãos públicos

Criminosos utilizavam lojas de vinhos para lavar o dinheiro desviado

Imagem da noticia PF investiga fraudes em contratos entre empresa de tecnologia e órgãos públicos
Agentes federais cumprem 50 mandados de busca e apreensão pelo país | Divulgação/Polícia Federal
• Atualizado em
SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A Polícia Federal realizou na manhã desta 3ª feira (29.jun) a operação denominada "Bouchonée", responsável por apurar desvio de recursos públicos por meio de contratações fraudulentas de uma empresa do ramo de Tecnologia da Informação. 

Segundo a PF, "as provas coletadas no Inquérito Policial apontam que os investigados fraudaram inicialmente uma licitação no Ministério da Integração Nacional, que resultou em uma ata de registro de preços - instrumento que viabilizava que outros órgãos contratassem diretamente a empresa investigada, por meio de adesões a essa ata".

No momento, são investigados contratos firmados entre 2017 e 2018 pelo Ministério da Integração Nacional, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pela Fundação Nacional da Saúde (FUNASA), que totalizaram 16 milhões de reais. 

A investigação aponta que os criminosos teriam criado um "kit adesão", com minutas e modelos de documentos necessários para que outros órgãos formalizassem a adesão à ata de registro de preços do Ministério da Integração. Esse kit era repassado aos servidores públicos, que, mediante o pagamento de propina, iniciavam o processo.

Já para lavar o dinheiro desviado dos órgãos públicos, os investigados utilizavam lojas de vinhos. Somente uma delas recebeu transferências de mais de 3 milhões de reais da empresa de TI investigada, num período de 4 meses.

No total, são cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Além dessas medidas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio do valor aproximado de 22 milhões nas contas dos investigados, o afastamento de servidores públicos de suas funções e a proibição da empresa investigada de firmar novos contratos.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, falsificação de documento particular e corrupção ativa e passiva. As penas, somadas, podem chegar a mais de 50 anos de prisão.
 

Últimas Notícias