Componentes do governo, durante toda terça, pediam medidas mais duras. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, afirmou que "todo o estado deveria ser colocado imediatamente em uma fase mais restritiva".
Em Campinas, uma das maiores cidades do estado, o prefeito Dario Saadi (Republicanos) decidiu por conta própria colocar o município na fase vermelha, quando a região estava ainda na fase laranja, por conta da ocupação de 90% dos leitos de UTI.
Já o secretário de saúde paulista, Jean Gorinchteyn, disse que é contra um lockdown à maneira de outros países, muito mais rígidos, pois "as pessoas morreriam de fome", mas a favor da suspensão de aulas presenciais por conta da circulação de pessoas.
As aulas não foram suspensas, apesar de não serem obrigatórias e da recomendação aos pais em não enviar os filhos às escolas, apenas em casos muito específicos. Da mesma pasta, mas da capital, o secretário Edson Aparecido previu 15 dias com aumento de internações na cidade, a mais atingida pelo vírus.
O comitê da Covid-19, diante do medo do colapso e caos no sistema de saúde, também recomendou que igrejas fossem fechadas, pouco tempo depois de Doria autorizar esses espaços como serviços essenciais durante a pandemia. As igrejas permanecem abertas, com medidas restritivas e sanitárias, como outros setores. Outra indicação foi rever a porcentagem dos índices de UTI na definição das fases do Plano SP.
O governo, por fim, teve que ceder às recomendações, ao desespero dos prefeitos paulistas e colocar o estado mais atingido pelo coronavírus na fase vermelha depois de afirmar que os leitos de UTI disponíveis esgotariam em poucos dias.