Governo encerra pagamentos do auxílio emergencial em dezembro
Segundo a Caixa, depósito das parcelas em aberto ocorre até o fim de mês; saques estão liberados a partir de sábado (19.dez)

Caixa inicia último ciclo de pagamentos do auxílio emergencial
Criado para amenizar os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus, o benefício contemplou mais de 67 milhões de pessoas nos últimos nove meses, enquanto outros 41 milhões de brasileiros foram considerados inelegíveis para o recebimento do auxílio. De acordo com a instituição financeira, uma expressiva parcela da população contestou a recusa do governo em liberar os valores.
Para processar os inúmeros pedidos, a Dataprev (empresa pública vinculada ao Ministério da Economia), ficou com a missão de analisar as contestações e efetuar o cruzamento de dados. Durante a avaliação, foi averiguado que 38,2 milhões de brasileiros, pertencentes ao grupo chamado de "invisíveis", não apareciam nos cadastros oficiais do governo. Contudo, a força-tarefa elaborada para impedir possíveis fraudes não foi suficiente.
Segundo o governo, estima-se que 2,6 milhões de pessoas tenham recebido o benefício indevidamente, sendo que apenas 200 mil (equivalente a 5%) restituíram os valores aos cofres públicos.
O início dos pagamentos
A concessão do auxílio emergencial começou em 2 de abril. Na ocasião, grande parte da população já sofria com as demissões e reduções salariais provocadas pelo fechamento de diversos estabelecimentos e empresas.
Beneficiários pertencentes ao Bolsa Família tiveram liberação automática das parcelas, cujos valores variavam entre R$ 600 e R$ 1.200 (para mães chefes de família). Para esse grupo, o depósito foi facilitado pelos dados registrados no Cadastro Único (CadÚnico).
Aglomerações e longas jornadas diante das agências da Caixa
Apesar das recomendações feitas por especialistas e autoridades sanitárias para evitar aglomerações, milhares de pessoas formaram filas extensas diante das unidades da Receita Federal (para regularizar o CPF) e das agências da Caixa Econômica.
Em maio, cerca de 12,4 milhões pessoas precisaram refazer a inscrição no aplicativo e no site desenvolvido para solicitar o recebimento do auxílio. De acordo com a Caixa, isso ocorreu devido a presença de dados inconclusivos e divergentes.
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