Colunista analisa a situação da safra do produto e a questão da demanda no país após a tragédia climática no RS
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Alessandra Bergmann
70% da produção do arroz é colhida no Rio Grande do Sul | Marcello Casal/Agência Brasil
As enchentes que assolam o Rio Grande do Sul deixam um rastro de destruição em diversas regiões do estado, e não se sabe até quando vamos ter que conviver com tudo isso.
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A extensão total dos danos ainda não foi completamente avaliada, mas um levantamento preliminar da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calcula R$ 61 milhões de perdas na pecuária e mais de um bilhão de reais na agricultura.
Um dos cultivos destruídos nas lavouras é o arroz, que está em fase de colheita em algumas regiões.
O Rio Grande do Sul é o maior produtor do país, responsável por 70% da produção nacional do grão.
As maiores plantações ficam em Uruguaiana, Itaqui, na Fronteira Oeste, e Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do estado.
Para a nossa sorte, mais de 80% das lavouras já haviam sido colhidas quando toda essa tragédia começou. Dos outros 20%, talvez sobre pouca coisa. Confira o gráfico abaixo da Federarroz.
Gráfico da colheita da safra de arroz 2023/2024 no Rio Grande do Sul | Federarroz-RS
Mas, os especialistas explicam que o problema está na infraestrutura, silos destruídos e armazenagem em meio a toda essa umidade, além da logística para o escoamento da safra até a indústria.
São muitas estradas interrompidas, e a impossibilidade de remover a produção pode causar prejuízos ainda maiores.
Em visita ao Rio Grande do Sul na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, se for preciso, o Brasil pode importar arroz para garantir o abastecimento e prevenir aumento de preços ao consumidor.
Em nota oficial, entidades representativas do setor arrozeiro garantiram que não há risco de desabastecimento de arroz ao mercado consumidor.
A projeção de colheita para esta safra, de sete milhões e cento e cinquenta mil toneladas, é uma redução de pouco mais de 1% em comparação com a safra passada, e essa pequena queda será compensada pela diminuição das exportações, que é considerada praticamente certa.
Segundo a nota, o empenho que se vê em todo o país deve superar as dificuldades de escoamento da produção, e a reorganização de produtores, cooperativas e indústrias já começa a acontecer.
Arroz é alimento, comida de primeira necessidade. Não pode e não vai faltar, segundo afirmam produtores rurais, e nós também acreditamos que assim seja.
A safra de arroz deste ano foi pouco comprometida e o alimento está garantido na mesa do brasileiro | Freepik
Vai faltar arroz?Colunista analisa a situação da safra do produto e a questão da demanda no país após a tragédia climática no RS
Agro2024-05-17T14:42:14.168ZAs enchentes que assolam o deixam um rastro de destruição em diversas regiões do estado, e não se sabe até quando vamos ter que conviver com tudo isso. A extensão total dos danos ainda não foi completamente avaliada, mas um levantamento preliminar da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calcula R$ 61 milhões de perdas na pecuária e mais de um bilhão de reais na agricultura. Um dos cultivos destruídos nas lavouras é o arroz, que está em fase de colheita em algumas regiões. O é o maior produtor do país, responsável por 70% da produção nacional do grão. As maiores plantações ficam em Uruguaiana, Itaqui, na Fronteira Oeste, e Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do estado. Para a nossa sorte, mais de 80% das lavouras já haviam sido colhidas quando toda essa tragédia começou. Dos outros 20%, talvez sobre pouca coisa. Confira o gráfico abaixo da Federarroz.
Mas, os especialistas explicam que o problema está na infraestrutura, silos destruídos e armazenagem em meio a toda essa umidade, além da logística para o escoamento da safra até a indústria. São muitas estradas interrompidas, e a impossibilidade de remover a produção pode causar prejuízos ainda maiores. Em visita ao Rio Grande do Sul na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, se for preciso, o Brasil pode importar arroz para garantir o abastecimento e prevenir aumento de preços ao consumidor. E já está publicada a que autoriza essa importação. Em , entidades representativas do setor arrozeiro garantiram que não há risco de desabastecimento de arroz ao mercado consumidor. A projeção de colheita para esta safra, de sete milhões e cento e cinquenta mil toneladas, é uma redução de pouco mais de 1% em comparação com a safra passada, e essa pequena queda será compensada pela diminuição das exportações, que é considerada praticamente certa. Segundo a nota, o empenho que se vê em todo o país deve superar as dificuldades de escoamento da produção, e a reorganização de produtores, cooperativas e indústrias já começa a acontecer. Arroz é alimento, comida de primeira necessidade. Não pode e não vai faltar, segundo afirmam produtores rurais, e nós também acreditamos que assim seja. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/agro/vai-faltar-arroz
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