Oposição diz ter reunido assinaturas suficientes para investigar caso do Banco Master
Anúncio ocorre um dia depois de o presidente da instituição e o ex-presidente do BRB terem passado por acareação no STF
SBT Brasil
A oposição no Congresso afirma ter alcançado o número mínimo de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master. O anúncio ocorre um dia depois de Daniel Vorcaro, presidente da instituição financeira, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), terem passado por uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo apuração do analista do SBT News, Eduardo Gayer, a defesa de Paulo Henrique Costa negou que tenha havido divergência entre ele e Vorcaro. A defesa afirmou que houve apenas percepções distintas, que teriam sido esclarecidas durante a acareação. No entanto, interlocutores do STF afirmam que houve, sim, divergências.
O procedimento foi determinado pelo ministro Dias Toffoli, em uma investigação sobre a suposta fraude em cartas de crédito bilionárias vendidas pelo Banco Master ao Banco de Brasília.
Neste último dia do ano, o deputado Carlos Jordy, do PL, anunciou que a oposição conseguiu coletar as assinaturas necessárias para a apresentação do pedido de abertura da CPMI para investigar o caso do Banco Master. No entanto, com o recesso do Legislativo, a possível criação efetiva da comissão só deve ocorrer a partir de fevereiro do próximo ano.
Até lá, a oposição também trabalha para acelerar a tramitação de um projeto que tenta proibir que parentes de até terceiro grau de ministros do Supremo Tribunal Federal atuem como advogados em ações na Corte.
Apesar de a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, não ter representado o Banco Master em processos judiciais, a divulgação de um contrato milionário entre ela e a instituição financeira reacendeu o debate.
Para a deputada federal Julia Zanatta, do PL de Santa Catarina, a situação evidencia a necessidade de regras mais rígidas. Ela afirmou que, se um parlamentar ou seu cônjuge possui uma empresa, não pode vender para o poder público, como a Câmara dos Deputados, e questionou a ausência de regras semelhantes para o Supremo Tribunal Federal.
Já o vice-líder do governo na Câmara, deputado Alencar Santana, do PT de São Paulo, avaliou que a proposta é drástica e que o conflito poderia ser resolvido com a criação de um código de conduta. Segundo ele, é necessário regulamentar a relação com o setor privado, inclusive no caso de patrocinadores de eventos, por não ser adequada do ponto de vista da opinião pública e da moral.









