Celina afirma que rivalidade com Lula barra socorro ao BRB: "Há uma questão política"
Governadora do DF diz que dialoga com Fazenda e Caixa Econômica para saídas que evitem quebra do banco



Victoria Abel
Iander Porcella
Marina Demori
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), afirmou em entrevista ao SBT News que o fato de ser adversária do presidente Lula e do PT dificulta as negociações em torno do socorro federal ao Banco de Brasília (BRB). Leão disse que "há uma questão política a ser resolvida".
"Tem uma grande influência [o calendário eleitoral]. Se fosse um partido ligado ao presidente [Lula], já teria feito vários acenos de socorro ao banco. Isso não foi feito em nenhum momento conosco. Mas uma mulher na minha posição precisa ter humildade e pedir ajuda. O banco precisa, realmente estamos em uma situação de dificuldade. Não se pode ter ideologia política acima do interesse da população", disse.
Leão destaca, porém, que faltava um diálogo entre o governo do Distrito Federal e o governo Lula e que, a partir de agora, ela tenta modificar este cenário.
"Faltava um pouco de diálogo e é isso que eu estou tentando restabelecer. Fiz um apelo ao ministro [da Fazenda, Dario Durigan], até porque se a Caixa Econômica quisesse, ela já teria feito vários gestos. É preciso um olhar mais atencioso do governo federal ao BRB", afirmou.
Mesmo diante do rombo a ser enfrentado pelo BRB, Celina Leão disse que o banco já esteve em uma situação pior: "Passamos pelo momento mais difícil, agora está controlado".
A governadora do DF também confirmou que pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que encaminhe ao BRB parte dos recursos que saírem da delação premiada de Daniel Vorcaro.









