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Primeira-ministra da Itália denuncia site adulto que publicou imagens não autorizadas de mulheres

Episódio acontece em meio a um crescente debate no país sobre misoginia e abusos online

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Meloni: “É desanimador ver que, em 2025, ainda há quem considere normal e legítimo pisotear a dignidade de uma mulher | Remo Casilli (Reuters)
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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, manifestou indignação nesta sexta-feira (29) após a divulgação de fotos não autorizadas dela e de outras mulheres em um site adulto. O episódio acontece em meio a um crescente debate no país sobre misoginia e abusos online.

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O site em questão foi retirado do ar na quinta-feira (28), depois de forte pressão política e ações judiciais. Criada em 2005, a plataforma chegou a reunir mais de 200 mil usuários e armazenava imagens manipuladas de figuras públicas, além de fotos de mulheres comuns, muitas vezes classificadas por região.

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“Estou enojada com o que aconteceu e quero expressar minha solidariedade a todas as mulheres que foram ofendidas, insultadas e violadas em sua intimidade pelos administradores desse fórum e seus usuários”, disse Meloni ao jornal Corriere della Sera.

No comunicado de fechamento, os administradores do site afirmaram encerrar o fórum “com grande pesar”, alegando que os “comportamentos tóxicos” haviam distorcido seu “espírito original”.

Além de Meloni, foram alvos a líder da oposição Elly Schlein, a influenciadora Chiara Ferragni e a eurodeputada Alessandra Moretti, que apresentou uma queixa criminal e acusou sites do tipo de “incitar o estupro e a violência”.

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O caso reacendeu a pressão por mudanças legais. A ministra da Igualdade, Eugenia Roccella, afirmou que o governo já trabalha em novas medidas de proteção online e em reformas culturais para enfrentar a misoginia e o sexismo no país.

Neste mês, o Facebook também derrubou o grupo Mia Moglie (“Minha Esposa”), onde mais de 32 mil usuários compartilhavam imagens íntimas de mulheres sem consentimento, após denúncias da escritora e ativista Carolina Capria.

“É desanimador ver que, em 2025, ainda há quem considere normal e legítimo pisotear a dignidade de uma mulher e torná-la objeto de insultos sexistas e vulgares, escondendo-se atrás do anonimato ou de um teclado”, concluiu Meloni
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