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No Conselho de Segurança, Israel compara regime iraniano à Alemanha nazista e Irã fala em autodefesa

Segundo o Secretário-geral das Nações Unidas, é "vital" evitar ações que possam levar a grandes confrontos militares em múltiplas frentes no Oriente Médio

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Guilherme Resck
15/04/2024, 00:21 • Atualizado em 15/04/2024, 22:57
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Conselho de Segurança Israel compara Irã nazismo

Conselho de Segurança Israel compara Irã nazismo

Em discurso na reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), neste domingo (14), o embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, disse que o objetivo do Irã "tem sido e continua a ser a dominação mundial, exportando a sua revolução radical [xiita] para todo o mundo".

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Além disso, falou que o regime islâmico do país "não é diferente do Terceiro Reich", a Alemanha nazista, e que o líder supremo do Irã, aitolá Ali Khamenei, "não é diferente de Adolf Hitler".

Erdan ressaltou que desde que começou seu mandato como embaixador de Israel na ONU, em todos os discursos e em várias cartas, tocou "o sino de alerta em relação ao Irã". "Apelei a este conselho para que tomasse medidas concretas contra o regime do aiatolá".

Ele prosseguiu: "Deixei claro que o Irã e as suas ambições hegemônicas de dominação global devem ser travados antes que leve o mundo a um ponto sem retorno, a uma guerra regional que pode evoluir para uma guerra mundial".

Segundo o embaixador, no sábado, com o ataque do Irã a Israel, "o mundo testemunhou uma escalada sem precedentes que serve como a prova mais clara do que acontece quando os avisos não são atendidos".

As informações sobre o discurso de Erdan são do canal catariano Al Jazeera. A reunião de emergência neste domingo (14) foi feita a pedido da Israel, por causa do ataque no sábado.

Discurso do Irã

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, por sua vez, reforçou em seu discurso que o ataque iraniano foi uma resposta ao ataque israelense contra o consulado do Irã em Damasco, na Síria, na última semana, e que a operação de ontem baseou-se inteiramente no exercício do direito inerente do país à autodefesa.

"Esta ação concluída foi necessária e proporcional. Foi preciso e direcionado apenas para objetivos militares, e foi executado cuidadosamente para minimizar o potencial de escalada e prevenir danos civis".

Ele agradeceu os integrantes do Conselho de Segurança que condenaram o ataque de Israel contra as instalações diplomáticas iranianas na Síria.

"Lamentavelmente, nesta Câmara, alguns membros do Conselho, incluindo os EUA, o Reino Unido e a França, optaram mais uma vez por fechar os olhos à realidade e ignorar as causas profundas que contribuem para a situação atual", criticou.

"Num comportamento hipócrita, estes três países culparam e acusaram falsamente o Irã, sem considerarem as suas próprias falhas em cumprir os seus compromissos internacionais com a paz e a segurança na região".

Secretário-geral das Nações Unidas

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse, na abertura da reunião de emergência, que "é vital evitar qualquer ação que possa levar a grandes confrontos militares em múltiplas frentes no Oriente Médio". Agora, segundo ele, "é momento de máxima contenção".

Guterres pontuou que a comunidade internacional tem "uma responsabilidade partilhada de trabalhar pela paz". "A paz e a segurança regionais, e na verdade globais, estão sendo minadas a cada hora. Nem a região nem o mundo podem permitir-se mais guerra".

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