FCC ordena revisão de licenças da ABC após piada de Jimmy Kimmel sobre Melania Trump
Agência federal norte-americana deu prazo de 30 dias para que emissoras da Disney apresentem documentação


Vicklin Moraes
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) determinou, nesta terça-feira (28), uma revisão extraordinária de todas as licenças de transmissão das emissoras locais da rede ABC, de propriedade da Disney. A agência estabeleceu um prazo de 30 dias para a apresentação da documentação necessária. No comunicado, a FCC afirma estar apurando "possíveis violações da Lei de Comunicações de 1934 e das regras da própria comissão, incluindo a proibição de discriminação ilegal".
A medida ocorre em meio a uma forte reação do governo a um comentário feito por Jimmy Kimmel, apresentador do talk show Jimmy Kimmel Live!. Em seu programa, Kimmel fez uma piada direcionada a Melania Trump, esposa do presidente dos EUA, afirmando que ela teria o "brilho de uma viúva grávida".
A reação da Casa Branca foi imediata. O presidente Donald Trump foi às redes sociais exigir a demissão imediata do apresentador pela Disney e pela ABC. Horas antes, a primeira-dama Melania Trump também se manifestou, chamando Kimmel de "covarde" e questionando a postura da emissora: "Quantas vezes a direção da ABC vai tolerar o comportamento atroz de Kimmel?".
Exigência de renovação antecipada
Embora a Disney/ABC afirme ter colaborado com as investigações preliminares, a FCC considerou que novas medidas são "apropriadas e essenciais" sob o padrão de interesse público.
"A FCC concluiu que exigir a renovação antecipada das licenças da Disney’s ABC neste momento é essencial nos termos das regulamentações da agência. Dessa forma, a rede está instruída a protocolar os pedidos de renovação de todas as suas estações de TV até 28 de maio de 2026", declarou o órgão regulador.
Esta não é a primeira vez que Jimmy Kimmel entra em rota de colisão com o governo e setores conservadores. Recentemente, o programa Jimmy Kimmel Live! chegou a ser suspenso por uma semana após um comentário polêmico do apresentador sobre o assassinato do ativista Charlie Kirk.
Na ocasião, o programa retornou ao ar em 24 de setembro, com Kimmel declarando que nunca foi sua intenção "menosprezar o assassinato de um jovem" e que não havia "nada de engraçado" no episódio. O novo embate com a família Trump, contudo, eleva a pressão regulatória sobre a emissora a um nível sem precedentes.








