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Bombardeio de Israel em instalação da ONU em Gaza mata 22 pessoas, incluindo crianças

Vítimas estavam refugiadas no local; organizações internacionais alertam para escassez de remédios e comida após um mês de cerco israelense

Imagem da noticia Bombardeio de Israel em instalação da ONU em Gaza mata 22 pessoas, incluindo crianças
Faixa de Gaza | Reprodução
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Um ataque de Israel a uma instalação médica da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (2), deixou pelo menos 22 mortos, incluindo mulheres e crianças, no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram as consequências da explosão e o prédio em chamas.

Os bombardeios acontecem ao mesmo tempo em que Israel afirma se preparar para expandir presença terrestre na Faixa de Gaza, com a criação de um segundo Corredor Filadélfia. O primeiro, criado antes da guerra atual, separa Gaza do Egito e tem forte presença militar de Israel, que controla a entrada e saída de Gaza para o país vizinho.

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Situação crítica em Gaza

A situação humanitária no enclave palestino é crítica. Organizações internacionais que atuam em Gaza alertam que os 2,3 milhões de palestinos não podem suportar mais escassez, após muitos já terem sido deslocados várias vezes durante a campanha militar de Israel.

"Fomos colocados em uma situação de fracasso na resposta humanitária. Não nos permitem trazer suprimentos, não conseguimos atender às necessidades", disse Gavin Kelleher, do Conselho Norueguês para Refugiados.

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Já o Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que o bloqueio imposto por Israel há um mês em Gaza levou a uma escassez de medicamentos essenciais, alguns dos quais estão "próximos do esgotamento". A organização pediu o fim do bloqueio, descrevendo-o como "punição coletiva" aos palestinos.

"Por mais de um mês, nenhum caminhão de ajuda ou de comércio entrou em Gaza, o período mais longo desde o início da guerra", afirmou a MSF. "Esse corte total de ajuda e eletricidade privou as pessoas dos serviços mais básicos e equivale a uma punição coletiva."

Segundo a organização, as equipes médicas também estão ficando sem suprimentos cirúrgicos essenciais, como anestesia e antibióticos para crianças, além de medicamentos para condições crônicas como epilepsia, pressão alta e diabetes.

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