Renato Machado
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Coluna do Renato

Renato Machado possui mestrado em Conflito e Segurança Internacional pela britânica University of Kent. Atuou em O Estado de S.Paulo e na Folha de S.Paulo, cobrindo temas de geopolítica no Haiti, na Bélgica e no Irã. Atualmente, está baseado em Genebra.

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Lula deve tratar de tarifas com Trump, mesmo após decisão da Suprema Corte

Auxiliares do presidente defendem que tema deve ser tratado de "maneira preventiva", para evitar que Brasil entre na mira em futuros atos da Casa Branca

Imagem da noticia Lula deve tratar de tarifas com Trump, mesmo após decisão da Suprema Corte
Encontro entre Trump e Lula na Malásia | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
Renato Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve tratar com o americano Donald Trump, durante a viagem a Washington, sobre as tarifas para produtos brasileiros, mesmo após a decisão da Suprema Corte que reverteu atos da Casa Branca.

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Auxiliares no Palácio do Planalto defendem que o tema seja tratado de maneira "preventiva", para evitar que o país sofra com futuros atos que venham a ser publicados por Trump. O presidente americano, no mesmo dia da decisão da Suprema Corte, já anunciou tarifas globais de 10% e prometeu novas ações mais duras.

Em abril do ano passado, Trump anunciou a imposição de tarifas contra vários países, no que ficou conhecido como o Dia da Libertação. O Brasil se tornou alvo de tarifas de 10% sobre suas exportações.

O americano posteriormente assinou um novo ato adotando tarifas de 40%, citando como justificativa o tratamento considerado por ele injusto contra Jair Bolsonaro, que estava sendo julgado pela trama golpista.

Após se encontrar com Lula na Assembleia-Geral da ONU e a melhoria na relação que se seguiu, Trump retirou tarifas adicionais para alguns produtos.

Na sexta-feira (20), a Suprema Corte decidiu que as tarifas impostas por Donald Trump globalmente excediam suas competências, considerando que a legislação utilizada como base em uma legislação destinada a períodos excepcionais de emergência.

O presidente americano anunciou no mesmo dia tarifas globais de 10%, com base em uma outra legislação -- que prevê a duração de até 150 dias, quando então precisa ser analisada pelo Congresso. Trump já indicou que pretende adotar novas medidas, que ele apontou serem mais pesadas.

Mesmo com as novas tarifas de 10%, o Brasil foi um dos principais beneficiados. No entanto, auxiliares no Planalto defendem que é preciso permanecer vigilante e por isso defendem que o assunto seja tratado na viagem do petista a Washington -- ainda sem data definida.

O objetivo seria negociar com antecipação -- de maneira preventiva, nas palavras de um auxiliar -- para evitar que o Brasil seja alvo das futuras tarifas que Trump já indicou que pretende aplicar a vários países.

Além disso, há a visão no Palácio do Planalto de que a entrada em vigor de maneira provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia dá ao Brasil certo poder de negociação, demonstrando que o país tem parceiros alternativos para suas exportações.

Além disso, o Mercosul pode fechar até o meio do ano um acordo comercial com os Emirados Árabes Unidos.

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