Amorim diz que espera que Milei caia em si após xingar Lula
Governo brasileiro acredita que a convocação do embaixador já é uma resposta grave ao governo argentino

Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula (PT) para assuntos internacionais | Divulgação/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim, acredita que o governo brasileiro deu o recado ao governo da Argentina, após Javier Milei chamar o presidente Lula de "presidiário" e "ladrão".
Ao SBT News, Amorim afirmou que chamar embaixador de outro país não é algo habitual.
"Não é algo habitual. O Brasil não costuma fazer isso. Fizemos isso só uma vez com outro caso relacionado a Israel. Acho que assim demonstramos a situação de momento. É uma pena a gente fazer isso. Essas coisas não são com a Argentina. Mas pela atitude lamentável que foi tomada. É uma medida diplomática", disse.
Celso Amorim também relatou que, apesar de ser difícil, espera que o presidente argentino Javier Milei caia em si.
"Os próprios argentinos estão envergonhados. Vamos deixar ele [Javier Milei] cair em si. É difícil. Mas esperar por melhores dias. Temos Mercosul, uma relação comercial. Eu fico triste por ter acontecido [xingamentos a Lula]. Porque a nossa relação era excelente. De ajuda mútua", afirma.
O Brasil chamou o embaixador da Argentina para uma conversa sobre as declarações de Javier Milei.
Nesta quarta-feira (29), em entrevista à rádio argentina Mitre, o ministro de Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, falou sobre a relação entre a Argentina e o Brasil.
Ao comentar a decisão do Itamaraty de convocar o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, e chamar para consultas o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, Quirno afirmou que espera o retorno de Bitelli à capital argentina após as consultas em Brasília para dar continuidade à agenda bilateral entre os países.
O chanceler argentino descartou ainda romper relações com o Brasil.

























