Polícia pede prisão de suspeito de atacar irmão de Eloá
Apontado como integrante do PCC, homem é investigado por atirar contra tenente da Rota; polícia diz que crime foi planejado durante meses



A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão de Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos, conhecido como "Golias", apontado como o autor do disparo que atingiu o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Cristina Pimentel.
O policial militar foi baleado na nuca durante uma emboscada em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e segue internado em estado grave.
Segundo as investigações, o suspeito integra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e está foragido desde o atentado.
De acordo com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Hércules possui antecedentes por roubo, homicídio e tentativa de homicídio, além de já ter passado por diversas penitenciárias paulistas.
Nesta quarta-feira, policiais da Rota realizaram buscas em Taubaté, no interior de São Paulo, após receberem informações de que o suspeito teria passado por uma residência e uma hospedaria na cidade. Apesar da operação, ele conseguiu escapar.
O crime
No último sábado (27), o policial, que é irmão de Eloá Pimentel, foi emboscado por dois homens em uma motocicleta enquanto trafegava pela Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ronickson foi atingido por um tiro na cabeça, sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser socorrido pelo helicóptero Águia até o Hospital Estadual Mário Covas, onde permanece internado.
A principal linha de investigação é que crime tenha sido uma tentativa de execução com possível ligação ao crime organizado. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que uma motocicleta se aproxima do policial e um dos ocupantes dispara contra a nuca do tenente.
Até o momento, dois homens, de 40 e 52 anos, estão presos temporariamente desde domingo (28) por suspeita de envolvimento no crime. De acordo com a investigação, eles ocupavam veículos que teriam dado apoio logístico aos executores do atentado.
Investigação aponta crime premeditado
A Polícia Civil afirma que o atentado foi planejado meses antes da execução. Um relatório do sistema de monitoramento de São Caetano do Sul aponta que o mesmo carro branco utilizado no dia do crime circulou diversas vezes pelas proximidades da academia e da residência do policial entre fevereiro e maio deste ano, indicando um período de monitoramento da rotina da vítima.
Após o atentado, o veículo teria acompanhado a motocicleta utilizada na fuga. Segundo a investigação, ocupantes do carro chegaram a fotografar o tenente caído no asfalto antes da chegada das equipes de socorro.
Tenente apresenta evolução, mas segue em estado grave
O 1º Batalhão de Polícia de Choque, Rota, informou que o tenente Ronickson Pimentel permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Segundo o boletim médico, o oficial continua em estado grave, mas apresenta evolução considerada favorável.
O policial segue intubado, sob ventilação mecânica e sedado. Um quadro pulmonar identificado na base do pulmão direito está sendo tratado com antibióticos, com resposta positiva. A expectativa da equipe médica é iniciar a redução gradual da sedação entre sete e dez dias após o trauma, caso não ocorram novas complicações.
























