Deolane é denunciada por lavagem de dinheiro para o PCC
Ministério Público de São Paulo apresentou acusação contra a influenciadora, contra Marcola e outros investigados



Influenciadora e advogada Deolane Bezerra | Reprodução/Redes sociais
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Deolane Bezerra à Justiça por crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Para os promotores do Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP, Deolane é uma espécie de 'caixa' da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Foi a segunda derrota jurídica seguida, já que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, manteve a prisão preventiva da influenciadora, nesta terça (9).
O promotor Lincoln Gakiya pediu à Justiça que Deolane seja processada atrás das grades. Atualmente, ela está em uma cela no Presídio de Tupi Paulista, no interior do Estado. A influenciadora é acusada de participar da lavagem de dinheiro da família de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola - chefe máximo do PCC.
Foram denunciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa: Deolane Bezerra, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, os sobrinhos de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, que estão foragidos, o operador da lavagem de dinheiro e Everton de Souza, conhecido como Player ou Gordão. Os promotores querem a condenação de todos a uma pena que vai de 7 a 24 anos de prisão.
Deolane e o operador Everton, que estão presos, ficaram em silêncio durante os interrogatórios na fase policial. Eles terão mais uma chance de falar na fase judicial, caso a denúncia seja recebida pela Justiça. O contador Eduardo é o único que não teve a prisão decretada e está em liberdade Ele nega envolvimento nos crimes e diz que apenas abriu as empresas que foram usadas na lavagem de dinheiro. Marcola e o irmão dele estão na Penitenciária de Segurança Máxima, em Brasília, e serão interrogados.
O filho de Deolane, Giliard Vidal dos Santos, não foi denunciado, mas continuará sendo investigado. Apesar de ter sido encontrada movimentação milionária suspeita em nome dele, ainda faltam provas técnicas de que essa parte do dinheiro é do crime organizado. O contador de Deolane, Eduardo Afonso Rodrigues, que chegou a ser indiciado pela Polícia Civil, não foi denunciado e será investigado em um novo inquérito.
Defesas de Deolane e Marcola negam acusações
Em nota, a defesa de Deolane lamentou a denúncia e afirma que ainda não tiveram acesso à denúncia do MPSP.
A defesa reafirmou que a cliente não integra organização criminosa nem cometeu crimes e que a inocência será provada ao longo do processo.
Veja a nota na íntegra:
"A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelos advogados Aury Lopes Ir., Josimary Rocha, Rogerio Nunes e Luiz Ricardo Imparato, lamenta a divulgação antecipada da denúncia na imprensa. A defesa ainda não teve acesso a acusação e tão logo for citada, apresentará a devida resposta, reafirmando que Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo."
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior afirmou que ambos estão presos em penitenciárias federais de segurança máxima desde fevereiro de 2019 e submetidos a rígidas restrições de contato e comunicação.
Segundo os advogados, essa condição inviabilizaria qualquer participação dos dois nos fatos investigados e demonstraria um suposto equívoco da acusação. Por fim, os advogados informaram que adotarão todas as medidas judiciais cabíveis para contestar a denúncia e afirmaram confiar que a instrução processual demonstrará a improcedência das acusações.
























