Tarifaço: Embaixada do Brasil em Washington vai à audiência
Governo decidiu mandar observadores, mas as negociações seguem em canal diplomático


Embaixada do Brasil nos EUA | Divulgação
O governo Lula decidiu enviar representantes da Embaixada do Brasil em Washington, capital dos Estados Unidos, para acompanharem as audiências públicas sobre a possibilidade de aplicação de novas tarifas a produtos brasileiros. As audiências ocorrem nesta segunda (6) e terça-feira (7), com a participação de empresários brasileiros, além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
Os diplomatas brasileiros irão apenas como observadores e não há previsão de fala para eles. De acordo com integrantes do Itamaraty, os canais de diálogo continuam sendo os diplomáticos e diretamente entre autoridades de Estado. Na última quinta-feira (2), o ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, se reuniu virtualmente com o secretário de comercio americano, Jamieson Greer. Ao longo dos próximos dias, a previsão é de que as equipes técnicas dos dois países também se reúnam.
A presença de autoridades brasileiras, porém, foi avaliada como necessária diante da previsão de fala de Flávio Bolsonaro em uma das audiências. Os diplomatas também podem auxiliar empresários em meio a defesa de reversão ou suspensão de um novo tarifaço.
A tarifa de 25% foi proposta em junho pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais e prejudiciais ao comércio americano. Entre os pontos citados estão críticas ao Pix, à política de combate à corrupção, às tarifas sobre a importação de etanol, à proteção da propriedade intelectual e ao desmatamento ilegal, entre outros temas.
Entre os brasileiros confirmados para a audiência desta segunda-feira (6) estão Welber Barral, representando a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Associação Brasileira da Indústria de Arroz e do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Também participam representantes da Associação Brasileira da Indústria do Café Solúvel (Abics), da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI) e o jornalista Paulo Figueiredo.
Na terça-feira (7), a partir das 10h (horário local), será a vez do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)






















