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Canadá avalia retaliação aos EUA mas mantém negociações

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ainda está disposto a negociar nas próximas três semanas

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Victoria Abel
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ainda está disposto a negociar nas próximas três semanas | Foto: Reprodução / Redes Sociais

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ainda está disposto a negociar nas próximas três semanas | Foto: Reprodução / Redes Sociais

Após ser vítima de um novo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Canadá deve preparar, como retaliação, novas tarifas a produtos americanos. A aplicação, porém, ainda não é uma certeza e o primeiro-ministro Mark Carney ainda está disposto a negociar nas próximas três semanas. De acordo com representantes do governo canadense no Brasil, se os americanos não recuarem, o país poderá aplicar taxas no mesmo nível, de 50%, contra os produtos importados dos Estados Unidos.

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Na última segunda-feira (20), o governo Trump anunciou uma taxa de 50% sobre alguns produtos canadenses de setores como automóveis, laticínios e bebidas alcoólicas. A medida atinge cerca de US$ 20 bilhões em importações canadenses, aproximadamente 5% do total exportado pelo Canadá para os EUA. As sanções, portanto, são menos abrangentes que as tarifas de 25% impostas pelos americanos no ano passado, quando quase todos os produtos canadenses foram atingidos.

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Em 2025, a Casa Branca acabou recuando e voltou a isentar da sobretaxa os produtos canadenses que se enquadravam nas regras do acordo de livre comércio entre Canadá, Estados Unidos e México (USMCA). No tarifaço desta semana, porém, estão sendo atingidos até produtos automotivos, que estão previstos no acordo comercial da região, como destacou Carney em entrevista coletiva na terça-feira.

“Essas medidas incluem tarifas sobre o setor automotivo canadense, em desacordo com o USMCA”, afirmou.

Carney também disse que segue na mesa de negociação. Mas, de acordo com representantes canadenses, se a tarifa americana se concretizar, o país responderá com uma medida equivalente à que os Estados Unidos impuserem.

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