Após Michelle, PL aposta em manutenção de palanque no Ceará
Aliados de Valdemar afirmam que parceria com Ciro deve ser mantida, mas pontuam que ex-primeira-dama precisa de mais espaço

Integrantes da cúpula do PL avaliam que a parceria com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará deve ser mantida, mesmo depois das novas manifestações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais.
Na última quarta-feira (24), Michelle se pronunciou em vídeo, acusando o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), de a ter desrespeitado e maltratado.
O motivo inicial da briga teria sido a defesa da ex-primeira-dama da candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará, juntamente com a candidatura ao Senado da vereadora por Fortaleza, Priscila Costa (PL).
Além de apoiar Ciro Gomes, o PL no Ceará, sob as bênçãos de Flávio Bolsonaro, quer lançar o deputado estadual Alcides Fernandes, pai de André Fernandes, na mesma chapa. A outra vaga ao Senado já está prometida para Capitão Wagner (União).
Michelle Bolsonaro justifica que Ciro Gomes foi um dos algozes do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mesmo após a exposição da discussão nas redes, aliados do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, avaliam como baixas as chances do cenário no Ceará mudar.
O partido fechou parceria com Ciro Gomes no estado para aumentar as chances da direita vencer o candidato do presidente Lula, o atual governador Elmano Freitas (PT). A esquerda governa o Ceará há quase 20 anos. Antes de Elmano, comandaram o estado Camilo Santana (PT) e Cid Gomes (PSB).
Apesar do cenário praticamente definido no Ceará, o comando do PL ressalta a impotência de Michelle para a articulação política da legenda e pontuam que Flávio errou ao menosprezá-la ou maltratá-la. Agora, Valdemar da Costa Neto tenta colocar panos quentes na briga entre madrasta e enteado.





















