Gaspar pede à PGR ‘confronto genético’ para negar estupro
Vice de Flávio Bolsonaro quer que exames sejam realizados em até 72 horas

Alfredo Gaspar (PL-AL) | Geraldo Magela/Agência Senado
A defesa do vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa à Presidência, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), ingressou nesta quinta-feira (6) com dois pedidos para que o material genético dele seja submetido a exames de DNA. O objetivo, sustentou, é o de fazer um “confronto genético” e negar a acusação apresentada por parlamentares governistas de que ele tenha praticado o crime de estupro e, na ocasião, engravidado uma jovem.
As ações foram apresentadas ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Na peça, a defesa do vice de Flávio sustenta que ele já teve um pleito deferido em primeira instância e coletou seu material genético para deixá-lo à disposição da Justiça. Para a realização dos exames, portanto, esse material já disponibilizado poderia ser utilizado. O deputado se diz disposto, ainda, a fazer uma nova extração.
“O Peticionário não se dispõe a conviver com essa zona cinzenta. Não pretende o benefício da dúvida: pretende a supressão da dúvida e o desmantelamento da falsa acusação. E, para tanto, oferece à Procuradoria-Geral da República a única prova que, no quadro construído pelos próprios noticiantes, é insuscetível de manipulação, de retórica ou de conveniência de calendário: a prova genética. A prova científica – extraída de seu próprio corpo – que é capaz de demonstrar que o Peticionário não é progenitor de nenhum infante”, afirma em ação assinada pelos advogados Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet.
Já ao ministro Gilmar Mendes, a defesa de Gaspar, além de oferecer o material genético, solicitou a realização de uma perícia em até 72 horas “a fim de comprovar cabalmente a falsidade da imputação que pesa contra si”.
Em março deste ano, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) ingressaram com uma notícia de fato acusando Alfredo Gaspar de estupro de vulnerável. O caso teria ocorrido há 30 anos. Não há, formalmente, nenhum inquérito instaurado contra o deputado, e interlocutores dele afirmam que o episódio envolve, na verdade, um primo.
Como mostrou o SBT News, a pedido da PGR, a Polícia Federal fará novas diligências sobre o caso.

























