Flávio recusa esquema de segurança da PF e lança suspeitas
Senador recusa segurança da corporação, afirma que agentes estão 'cumprindo ordens ilegais' e suspeita de vazamento no caso Master

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Tânia Rego/Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a direcionar críticas e lançar suspeitas sobre a Polícia Federal ao recusar o esquema de segurança fornecido pela corporação aos candidatos à Presidência da República e também questionar os agentes que estão “se prestando a um papel de destruir o país” e “cumprindo ordens ilegais”.
O movimento vem acompanhado de um aumento das críticas de Flávio a Alexandre de Moraes após o ministro do Supremo Tribunal Federal endurecer as regras de visitação a Jair Bolsonaro. Por ordem de Moraes, Flávio está proibido de visitar o pai pelos próximos 90 dias após divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente, o que foi considerado um descumprimento das medidas cautelares.
Em reação, Flávio chamou o ministro de “tirano” e defendeu o impeachment dele durante um evento do PL no sábado, 19. Durante o ato, realizado em Vitória (ES), Flávio também criticou a atuação da Polícia Federal. No início do mês, a PF realizou uma operação de busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro à procura de armas e munições.
“As instituições estão aparelhadas. Policiais federais desse Brasil, vocês voltarão a ter autonomia para trabalhar. Vocês voltarão a ir atrás de bandidos de verdade, vocês serão valorizados a partir de 2027. Mas vocês que estão se prestando a um papel de destruir o país, cumprindo ordens ilegais, a lei vai valer para vocês, não tenho a menor dúvida”, disse o senador.
No dia seguinte, Flávio foi às redes sociais para indicar que não deve aceitar o esquema de segurança oferecido pela PF por não confiar no atual chefe da corporação, o delegado Andrei Rodrigues. “Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, afirmou. Ele acrescentou que os servidores deveriam ser deslocados para apurar as fraudes do INSS.
Antes disso, a campanha do senador já havia lançado suspeitas sobre a atuação da PF durante as investigações do caso Master.
Em maio, o Intercept Brasil divulgou mensagens nas quais Flávio pedia dinheiro para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para custear um filme em homenagem a Jair Bolsonaro. A coordenação da campanha de Flávio ingressou com uma ação no STF pedindo uma apuração sobre o “vazamento seletivo” e alegando que houve a intenção de gerar um desgaste político.
Procurada, a Polícia Federal informou que não vai comentar as declarações do senador.
























