Garotinho nega desistência para favorecer Ruas
Ao SBT News, Garotinho diz que povo do Rio arcará com as consequências após desistência de recurso no TSE

Anthony Garotinho | Carlos Moura/Agência Senado
Anthony Garotinho (Republicanos) negou que a desistência do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro tenha sido uma tentativa de favorecer o adversário Douglas Ruas (PL).
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A defesa do ex-governador protocolou nesta segunda (5) no TSE um termo de desistência do recurso ordinário eleitoral que questionava o indeferimento do registro de candidatura. Em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News Garotinho afirmou que tomou a decisão após o resultado do primeiro turno.
"Em função do resultado manifestado nas urnas, não me resta outra decisão a não ser desistir de forma livre, consciente, do recurso que ingressei nos autos do referido processo que tramita no TSE, deixando o povo do Estado arcar com as consequências da sua escolha", afirmou.
Garotinho também rejeitou a comparação com casos em que a desistência de candidatos pode alterar o resultado de eleições proporcionais.
“Agora, todos os casos que existem, jurisprudência, são em relação a eleições legislativas, porque quando um deputado desiste, altera o coeficiente eleitoral, para beneficiar o outro. No caso de executivo, é ato privativo do cidadão. Ele não pode ter", disse.
No primeiro turno, realizado no domingo (5), Douglas Ruas recebeu 49,27% dos votos, enquanto Eduardo Paes (PSD) teve 42,76%, segundo dados do TSE. Garotinho ficou com 3,15%, o equivalente a 274.411 votos. Com o resultado, Ruas e Paes avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Os votos atribuídos a Garotinho já haviam sido anulados por determinação do TSE. Com a desistência do recurso, caberá à Justiça Eleitoral definir os efeitos da decisão sobre a totalização dos votos.
A eventual retotalização pode alterar a proporção dos votos válidos, já que os votos de Garotinho não são considerados na base de cálculo dos percentuais. Caso Douglas Ruas ultrapasse 50% dos votos válidos após a retotalização, a Justiça Eleitoral poderá avaliar se há mudança na definição do resultado ainda no primeiro turno.


























