Política

Em contato com aliados de Ibaneis, ex-governador Arruda afirma que "desmorreu"

"Tenho convites", contou à coluna o ex-chefe do Executivo do Distrito Federal, que diz estar elegível novamente

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Basília Rodrigues
14/10/2025, 11:20 • Atualizado em 14/10/2025, 11:22
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José Roberto Arruda, ex-governador do DF | Reprodução/Instagram

José Roberto Arruda, ex-governador do DF | Reprodução/Instagram

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, que afirma estar elegível novamente, tem conversado com integrantes de partidos da base aliada do atual governo Ibaneis (MDB), de olho em 2026.

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Arruda quer voltar a disputar o Palácio do Buriti e tem conversado com políticos nacionais para quebrar as resistências locais.

"Desmorri", brincou em conversa com a coluna. "Tenho convites. Vamos ver, PSD, PP, Avante", disse.

O PSD é presidido no Distrito Federal por Paulo Octávio, que foi vice de Arruda entre 2007 e 2010. Arruda e Paulo não possuem mais aliança política. Mas o ex-governador vê trânsito com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

O PP é a legenda da vice-governadora Celina Leão. Mesmo assim, está entre os contatos de Arruda.

"Depois de 15 anos fora, pela lei anterior os 8 anos de inelegibilidade nem começou [sic] a contar. Mas agora pela nova lei eu posso voltar e estou muito feliz de como estou sendo recebido em todas as cidades", completou.

Não há consenso sobre aplicação da lei, recém-modificada. Apoiadores de Ibaneis relataram à coluna que, se confirmada a candidatura de Arruda, pretendem questionar a elegibilidade dele na Justiça Eleitoral. Para aliados do atual governador, a nova regra da Lei da Ficha Limpa não retroage, portanto, não valeria para casos já julgados.

Pela regra anterior, o período de inelegibilidade começa a contar somente depois do julgamento de todos recursos. Pela nova regra, o político fica proibido de se candidatar a partir do momento da decisão do juiz, antes do chamado trânsito em julgado.

Arruda foi condenado acusado de receber propina de uma empresa de informática para compra de apoio político entre 2006 e 2009. O escândalo na época ficou conhecido como o Mensalão do DEM.

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