Tecnologia

Governança e parceria são pilares da estratégia de segurança cibernética nos Emirados Árabes

Tema foi abordado em palestra no Global Media Congress 2023, em Abu Dhabi

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Guilherme Resck
18/11/2023, 23:30 • Atualizado em 03/01/2024, 20:36
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Mohammed Al Kuwaiti discursando no Global Media Congress 2023 (Guilherme Resck/SBT News)

Mohammed Al Kuwaiti discursando no Global Media Congress 2023 (Guilherme Resck/SBT News)

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A estratégia de segurança cibernética nos Emirados Árabes Unidos tem como pilares a governança, a construção da qualificação e desenvolvimento das capacidades dos indivíduos, a defesa e proteção, a criatividade e a parceria, disse o chefe de segurança cibernética do governo local, Mohamed Al Kuwaiti. Ele fez um discurso com o tema "Pulso Cibernético no Mundo da Mídia" no último dia do Global Media Congress 2023, em Abu Dhabi.

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Mohamed afirmou que os crimes eletrônicos, as guerras cibernéticas e o terrorismo cibernético são as ameaças mais importantes pelas quais ou através das quais os países precisam aumentar a consciência sobre segurança cibernética. Segundo o especialista, elas estão atravessando as fronteiras e não estão associadas a um determinado país ou a um determinado indivíduo. Portanto, a estratégia "deve ser uma abrangente e complementar, para cobrir todas as partes".

De acordo com Mohamed, os EAU possuem um grande número de leis e regulamentos sobre operações de segurança cibernética baseados nas melhores práticas globais, "em cooperação com uma série de estudos que foram feitos com vários países para haver um equilíbrio entre a privacidade das informações, bem como segurança nacional".

Ele ressaltou também que os EAU passam por ataques cibernéticos contínuos e, por isso, nunca podem parar e "levantar as bandeiras brancas" e se tornarem vítimas de tais ataques. "Graças a Alláh, os países da região estão muito bem protegidos. A primeira linha de defesa é nossa mídia, que de fato ajuda a disseminar a cultura da segurança cibernética. Mídia que encontra tais histórias, bem como busca autenticidade e/ou garante que tais informações sejam autênticas e verdadeiras".

Em suas palavras ainda, "os ataques cibernéticos não diferenciam realmente entre um país ou uma instituição, estão atravessando fronteiras". "Portanto, precisamos ter parceria no processo de investigação. A análise de qualquer ataque precisa ser feita em nível regional ou mesmo global para saber exatamente quem está por trás de tais ataques, e eles continuam, continuam vindo e continuarão chegando".

Mohamed defendeu uma disseminação da cultura da segurança cibernética: "A cultura da segurança cibernética precisa ser disseminada em todas as categorias da nossa sociedade. Ela começa nas escolas, nos lares, nas sociedades e também nas instituições. Então só precisamos ter um certo elemento sempre conosco para nos tornar cuidadosos ao usar essas novas tecnologias. Tudo isso faz parte da cultura cibernética ou da cultura de segurança cibernética. Vimos os ataques repetidos e como tais ataques manipularam e usaram a privacidade dos indivíduos, e usam de maneira negativa todos os dias".

Dessa forma, disse, "todos devemos saber que tais ataques são contínuos e já foram capazes de espalhar venenos e ideias equivocadas". "Portanto, precisamos estar cientes de tais rumores e também da autenticidade do que está sendo espalhado e verificar tudo. Assim, a mídia desempenha um papel muito importante neste contexto, pois deve sempre trabalhar para que aquilo que divulga seja autêntico e factual".

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