Vírus Nipah e Carnaval: há risco de surto no Brasil? Especialista explica
Virologista da USP afirma que o vírus não apresenta riscos ao Brasil no momento
Naiara Ribeiro
13/02/2026, 13:29 • Atualizado em 14/02/2026, 13:43
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Nipah Vírus | Reprodução
Com a aproximação do Carnaval, é comum que surjam receios sobre doenças em meio a grandes aglomerações. A lembrança da Covid-19 ainda está fresca: em 26 de fevereiro de 2020, uma quarta-feira de Cinzas, o Brasil confirmava o primeiro caso da doença. Agora, com registros recentes do vírus Nipah na Índia e em Bangladesh, a dúvida reaparece: há risco de um novo vírus chegar ao país durante a folia?
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Para detalhar o cenário, o SBT News ouviu Paulo Brandão,virologista e professor da Universidade de São Paulo (USP), que explicou por que o Nipah não representa, hoje, uma ameaça real ao Brasil.
Risco de chegada ao Brasil é considerado baixo
O professor ressalta que os surtos registrados até agora foram pontuais e concentrados em regiões muito limitadas.
“É preciso analisar a situação desse vírus no mundo. Houve surtos na Índia e em Bangladesh e, quando falamos em surtos, estamos falando de poucos casos, não de centenas. Esses episódios foram pontuais e restritos a regiões específicas, e o vírus ainda não consegue se transmitir bem entre pessoas. Por isso, é pouco provável que ele seja introduzido em outras áreas do mundo. No Brasil, não há risco real de introdução do vírus nesse momento, inclusive durante o Carnaval.”
Aglomerações exigem atenção, mas não apenas para vírus novos
Grandes encontros de pessoas sempre pedem atenção das autoridades de saúde, mas o alerta não se limita ao Nipah. Vírus conhecidos, como os da gripe e da Covid-19, se espalham com mais facilidade quando há muita gente reunida, especialmente porque a transmissão pode ocorrer mesmo antes do aparecimento de sintomas. Essa combinação explica por que surtos podem se espalhar rapidamente.
Por isso, o professor Brandão relembra que medidas de prevenção já conhecidas continuam sendo importantes. A vacinação contra Covid-19, influenza e sarampo segue sendo recomendada antes do período festivo. O especialista também chama atenção para as infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e hepatites, prevenidas com o uso de preservativos, e para a mpox, que pode ser transmitida pelo contato direto com a pele.
O Brasil mantém monitoramento para casos suspeitos em portos e aeroportos e acompanha quadros respiratórios e neurológicos. Embora não exista tratamento específico nem vacina contra o Nipah, o virologista explica que uma eventual resposta dependeria de identificação rápida dos casos e isolamento.
“A experiência da Covid-19 ampliou a capacidade de vigilância no Brasil. O sistema de saúde está mais preparado para identificar e isolar casos suspeitos, se necessário. Ainda assim, a probabilidade de um surto é considerada distante”, reafirma.
Vírus Nipah e Carnaval: há risco de surto no Brasil? Especialista explicaVirologista da USP afirma que o vírus não apresenta riscos ao Brasil no momentoSaúde2026-02-13T13:29:37.784ZCom a aproximação do Carnaval, é comum que surjam receios sobre doenças em meio a grandes aglomerações. A lembrança da Covid-19 ainda está fresca: em 26 de fevereiro de 2020, uma quarta-feira de Cinzas, o Brasil confirmava o primeiro caso da doença. Agora, com registros recentes do vírus Nipah na Índia e em Bangladesh, a dúvida reaparece: há risco de um novo vírus chegar ao país durante a folia? Segundo o Ministério da Saúde, não há motivo para pânico. A pasta afirma que o e que a chance de uma pandemia causada pelo vírus Nipah é baixa, portanto . A avaliação segue a mesma linha da Organização Mundial da Saúde (OMS), que diz não haver evidências de disseminação do vírus para outros países. Para detalhar o cenário, o SBT News ouviu Paulo Brandão, virologista e professor da Universidade de São Paulo (USP), que explicou por que o Nipah não representa, hoje, uma ameaça real ao Brasil. Risco de chegada ao Brasil é considerado baixo O professor ressalta que os surtos registrados até agora foram pontuais e concentrados em regiões muito limitadas. “É preciso analisar a situação desse vírus no mundo. Houve surtos na Índia e em Bangladesh e, quando falamos em surtos, estamos falando de poucos casos, não de centenas. Esses episódios foram pontuais e restritos a regiões específicas, e o vírus ainda não consegue se transmitir bem entre pessoas. Por isso, é pouco provável que ele seja introduzido em outras áreas do mundo. No Brasil, não há risco real de introdução do vírus nesse momento, inclusive durante o Carnaval.” Aglomerações exigem atenção, mas não apenas para vírus novos Grandes encontros de pessoas sempre pedem atenção das autoridades de saúde, mas o alerta não se limita ao Nipah. Vírus conhecidos, como os da gripe e da Covid-19, se espalham com mais facilidade quando há muita gente reunida, especialmente porque a transmissão pode ocorrer mesmo antes do aparecimento de sintomas. Essa combinação explica por que surtos podem se espalhar rapidamente. Por isso, o professor Brandão relembra que medidas de prevenção já conhecidas continuam sendo importantes. A vacinação contra Covid-19, influenza e sarampo segue sendo recomendada antes do período festivo. O especialista também chama atenção para as infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e hepatites, prevenidas com o uso de preservativos, e para a mpox, que pode ser transmitida pelo contato direto com a pele. Vigilância e preparo do sistema de saúde O Brasil mantém monitoramento para casos suspeitos em portos e aeroportos e acompanha quadros respiratórios e neurológicos. Embora não exista tratamento específico nem vacina contra o Nipah, o virologista explica que uma eventual resposta dependeria de identificação rápida dos casos e isolamento. “A experiência da Covid-19 ampliou a capacidade de vigilância no Brasil. O sistema de saúde está mais preparado para identificar e isolar casos suspeitos, se necessário. Ainda assim, a probabilidade de um surto é considerada distante”, reafirma. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/virus-nipah-e-carnaval-ha-risco-de-surto-no-brasil-especialista-explica
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