Microchip cerebral promete reduzir os sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo
Técnica está sendo utilizada em hospitais brasileiros como alternativa para casos que não melhoram com os tratamentos convencionais
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Julia Matos
03/03/2024, 00:54 • Atualizado em 03/03/2024, 00:54
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A técnica, já utilizada em outros países, está sendo utilizada em hospitais brasileiros como alternativa para casos que não melhoram com os tratamentos convencionais.
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Julia Warmling, médica veterinária, convive com o TOC há mais de 10 anos.
"Meu TOC começou em 2011, após um acidente de carro. Eu vivia normalmente, mas tinha muita dificuldade de dormir, passava a noite toda acordada, e isso começou a afetar a minha rotina."
"Normalmente tragedias, relacionadas comigo, com a minha família, com minha filha, com meus animais, sempre com muito sangue, acidentes, morte, e isso gera muita ansiedade, a gente não consegue dormir quando a gente tem esse tipo de pensamento, e a gente também não consegue interromper."
Pacientes como Julia podem recorrer a medicamentos e acompanhamento psicológico, mas quando o tratamento não funciona, a neurocirurgia oferece um método que ajuda pacientes que já tinham perdido a esperança.
O método consiste na implantação de um microchip cerebral que ajusta o circuito elétrico do cérebro, normalizando os pensamentos relacionados ao TOC e aliviando os sintomas.
A cirurgia foi realizada pela primeira vez em Santa Catarina pelo neurocirurgião Wuilker Knoner.
"O cérebro, ele é pura eletricidade, e ele funciona com isso, e às vezes esse circuito está exacerbado demais, ou está fazendo um curto-circuito, um grupo de neurônios se comunicando com o outro, ou ainda está com baixa atividade, então quando a gente coloca la nesse grupo de eletrodos esse chip, ele serve pra ajustar a circuitaria e ajustar esse circuito elétrico."
O procedimento é realizado por um neurocirurgião que faz uma abertura no crânio por onde passam os eletrodos, que são instalados no sistema límbico do paciente, região do cérebro que responde pelas emoções.
O mesmo método já é utilizado para pacientes com epilepsia, distúrbios do movimento, demência e depressão.
Microchip cerebral promete reduzir os sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo Técnica está sendo utilizada em hospitais brasileiros como alternativa para casos que não melhoram com os tratamentos convencionaisSaúde2024-03-03T00:54:52.402ZA técnica, já utilizada em outros países, está sendo utilizada em hospitais brasileiros como alternativa para casos que não melhoram com os tratamentos convencionais. Julia Warmling, médica veterinária, convive com o TOC há mais de 10 anos. "Meu TOC começou em 2011, após um acidente de carro. Eu vivia normalmente, mas tinha muita dificuldade de dormir, passava a noite toda acordada, e isso começou a afetar a minha rotina." "Normalmente tragedias, relacionadas comigo, com a minha família, com minha filha, com meus animais, sempre com muito sangue, acidentes, morte, e isso gera muita ansiedade, a gente não consegue dormir quando a gente tem esse tipo de pensamento, e a gente também não consegue interromper." Pacientes como Julia podem recorrer a medicamentos e acompanhamento psicológico, mas quando o tratamento não funciona, a neurocirurgia oferece um método que ajuda pacientes que já tinham perdido a esperança. O método consiste na implantação de um microchip cerebral que ajusta o circuito elétrico do cérebro, normalizando os pensamentos relacionados ao TOC e aliviando os sintomas. A cirurgia foi realizada pela primeira vez em Santa Catarina pelo neurocirurgião Wuilker Knoner. "O cérebro, ele é pura eletricidade, e ele funciona com isso, e às vezes esse circuito está exacerbado demais, ou está fazendo um curto-circuito, um grupo de neurônios se comunicando com o outro, ou ainda está com baixa atividade, então quando a gente coloca la nesse grupo de eletrodos esse chip, ele serve pra ajustar a circuitaria e ajustar esse circuito elétrico." O procedimento é realizado por um neurocirurgião que faz uma abertura no crânio por onde passam os eletrodos, que são instalados no sistema límbico do paciente, região do cérebro que responde pelas emoções. O mesmo método já é utilizado para pacientes com epilepsia, distúrbios do movimento, demência e depressão. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/microchip-cerebral-promete-reduzir-os-sintomas-do-transtorno-obsessivo-compulsivo