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Saúde

Lipedema em homens: caso raro é identificado em São Paulo

Paciente de 64 anos teve 17 quilos de gordura removidos das pernas após passar por tratamento

Imagem da noticia Lipedema em homens: caso raro é identificado em São Paulo
Caso raro de lipedema é identificado em homem | Divulgação/Valter Campanato/Agência Brasil
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Um caso raro de lipedema em um homem foi detectado em São Paulo. O diagnóstico foi relatado pelo médico Fábio Kamamoto, especialista no tratamento da condição e diretor do Instituto Lipedema Brasil. O paciente Luciano, de 64 anos, apresentava a doença em estágio avançado e enfrentava dificuldades de locomoção e baixa autoestima, segundo a irmã, Adriana.

+ Lipedema: o que fazer quando há acúmulo de gordura nas pernas?

"Em homens, o lipedema é ainda mais subdiagnosticado, pois a condição já é conhecida e estudada no público feminino, onde é mais prevalente, então fica ainda mais difícil entender a doença no público masculino. Isso ocorre porque os sinais iniciais podem ser discretos, dificultando o diagnóstico precoce", explicou Kamamoto.

Após a confirmação do diagnóstico, Luciano passou por um tratamento que incluiu drenagem linfática, uso de meias de compressão e, devido à gravidade do caso, uma cirurgia de lipoaspiração, na qual foram removidos 17 quilos de gordura das pernas.

+ Entenda o que é "lipedema", doença que atinge 5 milhões de brasileiras

De acordo com Adriana, a recuperação de Luciano foi surpreendente.

"Eu pensei que iria dar uma melhorada na qualidade dele de andar, mas nunca imaginei que fosse ficar tão perfeito pela deformação que estava. Agora é fazer academia, voltar a trabalhar. Ainda tem muita vida pela frente."

O que é lipedema? Quais são as causas?

O lipedema é uma condição vascular crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nos membros inferiores. Apesar de ter sido descrito pela primeira vez em 1940 por pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, a doença só foi reconhecida oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019.

Uma em cada dez mulheres no mundo tem lipedema. Só no Brasil, são 5 milhões. Apesar de ser rara em homens, estimativa apontam que menos de 1% dos casos ocorram no sexo masculino. O diagnóstico é basicamente clínico, não existe um exame que confirme a doença, o que faz com que o lipedema seja, muitas vezes, confundido com a obesidade.

"A pessoa pode ter lipedema e ser magra? Pode, inclusive, eu tenho, eu sou portadora de lipedema. O volume das minhas pernas estava maior do que o restante do meu corpo. Se eu encostasse em alguma coisa, doía; se a calça apertasse, doía... e assim, todo muno falava que era mimimi", lembra a diretora-presidente da ONG Movimento Lipedema, Gabriela Pereira.

A predominância do lipedema em mulheres está associada à influência dos hormônios femininos, especialmente o estrogênio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de diagnosticar a doença também em homens, observando sinais como acúmulo de gordura localizada, dor e sensibilidade nas áreas afetadas.

Hábitos que previnem lipedema

Em geral, uma dieta sem refrigerantes, açúcar, carboidratos, sódio, álcool e exercícios diários ajudam no tratamento da doença que envolve lipoaspiração, por exemplo. O procedimento não coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e nem está no rol de cobertura da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos de saúde.

Veja antes e depois de Luciano

*Alerta: imagens sensíveis

Antes e depois de Luciano | Reprodução
Antes e depois de Luciano | Reprodução
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