Impasse entre companhia aérea e família reacende debate sobre cães de assistência
Caso de menina com autismo impedida de embarcar com cão levanta discussão sobre o papel essencial desses animais
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Bruna Carvalho
28/05/2025, 02:06 • Atualizado em 28/05/2025, 02:06
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O impasse entre uma companhia aérea e uma família que foi impedida de embarcar um cão de assistência de uma criança reacendeu a discussão sobre a importância desses animais na vida de pessoas com deficiência.
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Para que um cão se torne um companheiro de suporte emocional é preciso que ele passe por uma série de treinamentos. E ao contrário do pensamento comum, esse trabalho vai muito além do adestramento básico. O animal precisa ser capaz de conduzir uma pessoa com segurança e saber esperar por ela sempre que for necessário.
O SBT acompanhou um treinamento. Astro, um labrador de apenas 3 anos, está na reta final de preparação para tornar-se um cão-guia, ou seja, atuar ao lado de uma pessoa com deficiência visual.
“A gente vai apresentá-lo a várias situações diferentes que ele tem que se acostumar porque depois, quando ele estiver guiando, ele pode encontrar uma dessas situações e não deve estranhar”, explica Miguel Christino, presidente do Instituto Carioca de Cão-Guia.
O treinamento leva cerca de um ano e meio. Após essa fase, chega o momento mais delicado: encontrar a dupla ideal. Afinal, como em qualquer relação, é necessário haver afinidade e conexão.
“Se a pessoa anda muito rápido e o cachorro anda mais devagar, ou se a pessoa, ao contrário, anda devagar e o cachorro anda muito rápido, não vai combinar. E se a pessoa gosta de ficar apertando o cachorro e ele é mais na dele, tranquilão, também não vai dar certo”, completa Christino.
Astro já responde a mais de trinta comandos diferentes e está quase pronto para transformar a vida do futuro tutor.
No Brasil, existem apenas 207 cães-guia em atividade, segundo a União Nacional de Usuários de Cão-Guia. No Rio de Janeiro, são apenas 12.
O não embarque do cão Teddy
O caso envolvendo o cão Teddy ganhou repercussão internacional. A companhia aérea TAP se recusou a embarcar o animal na cabine, mesmo com uma decisão judicial.
A empresa alegou que o transporte viola o manual de operações da companhia. Teddy é o cão de assistência da Alice, uma menina de 12 anos diagnosticada com autismo não-verbal. A família se mudou para Portugal deixando o animal para trás.
Enquanto o impasse continua, a família conta os dias para o reencontro entre Teddy e Alice. O bem-estar da menina depende disso. Casos como esse mostram o quanto esse laço de confiança com um animal pode ser decisivo na vida de uma pessoa.
Impasse entre companhia aérea e família reacende debate sobre cães de assistênciaCaso de menina com autismo impedida de embarcar com cão levanta discussão sobre o papel essencial desses animaisSaúde2025-05-28T02:06:38.819ZO impasse entre uma companhia aérea e uma família que foi impedida de embarcar um cão de assistência de uma criança reacendeu a discussão sobre a importância desses animais na vida de pessoas com deficiência. Para que um cão se torne um companheiro de suporte emocional é preciso que ele passe por uma série de treinamentos. E ao contrário do pensamento comum, esse trabalho vai muito além do adestramento básico. O animal precisa ser capaz de conduzir uma pessoa com segurança e saber esperar por ela sempre que for necessário. O SBT acompanhou um treinamento. Astro, um labrador de apenas 3 anos, está na reta final de preparação para tornar-se um cão-guia, ou seja, atuar ao lado de uma pessoa com deficiência visual. “A gente vai apresentá-lo a várias situações diferentes que ele tem que se acostumar porque depois, quando ele estiver guiando, ele pode encontrar uma dessas situações e não deve estranhar”, explica Miguel Christino, presidente do Instituto Carioca de Cão-Guia. O treinamento leva cerca de um ano e meio. Após essa fase, chega o momento mais delicado: encontrar a dupla ideal. Afinal, como em qualquer relação, é necessário haver afinidade e conexão. “Se a pessoa anda muito rápido e o cachorro anda mais devagar, ou se a pessoa, ao contrário, anda devagar e o cachorro anda muito rápido, não vai combinar. E se a pessoa gosta de ficar apertando o cachorro e ele é mais na dele, tranquilão, também não vai dar certo”, completa Christino. Astro já responde a mais de trinta comandos diferentes e está quase pronto para transformar a vida do futuro tutor. No Brasil, existem apenas 207 cães-guia em atividade, segundo a União Nacional de Usuários de Cão-Guia. No Rio de Janeiro, são apenas 12. O não embarque do cão Teddy O caso envolvendo o cão Teddy ganhou repercussão internacional. A companhia aérea TAP se recusou a embarcar o animal na cabine, mesmo com uma decisão judicial. A empresa alegou que o transporte viola o manual de operações da companhia. Teddy é o cão de assistência da Alice, uma menina de 12 anos diagnosticada com autismo não-verbal. A família se mudou para Portugal deixando o animal para trás. Enquanto o impasse continua, a família conta os dias para o reencontro entre Teddy e Alice. O bem-estar da menina depende disso. Casos como esse mostram o quanto esse laço de confiança com um animal pode ser decisivo na vida de uma pessoa.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/impasse-entre-companhia-aerea-e-familia-reacende-debate-sobre-caes-de-assistencia
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