Saúde

Caso Tati Machado: por que a perda gestacional tardia é mais rara? Quais as principais causas?

Apresentadora perdeu o bebê na 33ª semana de gravidez; suspeita é de insuficiência placentária, mas diagnóstico não foi divulgado

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Wagner Lauria Jr.
13/05/2025, 19:20 • Atualizado em 14/05/2025, 14:40
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Tati Machado perde bebê na reta final da gestação | Reprodução/Instagram

Tati Machado perde bebê na reta final da gestação | Reprodução/Instagram

A jornalista e apresentadora Tati Machado, da TV Globo, perdeu o bebê que esperava na 33ª semana de gestação. Segundo comunicado oficial, Tati deu entrada na maternidade na última segunda-feira (12), após perceber a ausência de movimentos fetais.

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“Infelizmente, foi constatada a parada dos batimentos cardíacos do bebê, por causas que ainda estão sendo investigadas”, diz a nota.

Ainda de acordo com o comunicado, Tati precisou passar pelo trabalho de parto.

“Um processo cercado de amor, coragem e profunda dor. Após o procedimento, ela se encontra estável e sob cuidados”, completou o comunicado.

A gravidez de Tati transcorria normalmente até então. A nota também pediu privacidade para que a apresentadora, seu marido Bruno e a família possam viver o luto com respeito e acolhimento.

Um antes, a atriz Micheli Machado também havia comunicado a perda na reta final da gestação. Assim como no caso de Tati, Micheli percebeu a ausência de batimentos cardíacos do bebê. No hospital, ela foi submetida a uma cesárea de emergência.

Por que a perda gestacional tardia acontece?

Segundo a ginecologista, obstetra e pós-graduada em Medicina Fetal, Júlia Alencar, a partir da 28ª semana de gestação, o bebê já está em um estágio avançado de desenvolvimento, com funções vitais mais bem estabelecidas e um ambiente intrauterino geralmente mais estável. Por isso, perdas gestacionais após essa fase são menos comuns, mas acontecem.

Segundo a especialista, as causas mais comuns de perda gestacional tardia envolvem problemas na placenta – como a insuficiência placentária, que compromete a oxigenação e nutrição do bebê.

Outras causas incluem:

  • Trombofilias;
  • Pré-eclâmpsia grave;
  • Descolamento prematuro da placenta;
  • Infecções;
  • Restrição de crescimento fetal (RCF/CIUR) não diagnosticada, ou complicações do cordão umbilical.
  • Em alguns casos, de acordo com a especialista, mesmo com investigação adequada, a causa pode não ser identificada.

Ela ressalta que alguns fatores de risco – como diabetes, tabagismo, idade materna avançada, obesidade, histórico de perda gestacional anterior, infecções mal tratadas, gestação gemelar (gêmeos) e restrição de crescimento fetal – podem aumentar os riscos.

É possível prevenir?

Julia aponta que o principal caminho para prevenção de perdas gestacionais é o acompanhamento pré-natal de qualidade. Isso inclui:

  • Exames de imagem que avaliem o crescimento fetal e o funcionamento da placenta;
  • Controle rigoroso de doenças maternas;
  • Rastreios específicos, como o Doppler das artérias uterinas e a avaliação do bem-estar fetal no terceiro trimestre.

Direito à licença-maternidade

A partir de 23 semanas de gestação, ou quase seis meses de gravidez, as gestantes brasileiras têm direito à licença-maternidade integral em caso de perda do bebê.

Por lei, a duração da licença é de 120 dias, com salário integral.

Buscas por "perda gestacional tardia" em alta no Google

O interesse de busca pelo termo de pesquisa "perda gestacional tardia" está em alta no Google Brasil, na comparação com os últimos 12 meses. Os dados são do Google Trends.

Interesse de busca por "perda gestacional tardia" em alta no Google Brasil | Reprodução/Google Trends
Interesse de busca por "perda gestacional tardia" em alta no Google Brasil | Reprodução/Google Trends

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