Política

“Só se o helicóptero com os três cair”, diz Kassab sobre abrir mão de candidatura do PSD à Presidência

Presidente do partido descarta apoiar outro nome em 2026 e promove agenda com presidenciáveis o em cidades paulistas

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Gilberto Kassab, presidente do PSD | Reprodução

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, rejeitou a possibilidade de a sigla abrir mão de uma candidatura própria à Presidência da República em 2026. Segundo o dirigente, o partido trabalha para consolidar nomes competitivos no cenário nacional.

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A declaração foi feita após um evento do partido em São Paulo, nesta sexta-feira (7), que contou com a participação de três governadores apontados como presidenciáveis da legenda: Ratinho Júnior, do Paraná; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; e Ronaldo Caiado, de Goiás.

Ao ser questionado pela reportagem do SBT News sobre a possibilidade de o PSD desistir de lançar candidato para apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Kassab respondeu em tom enfático: “Só se o helicóptero com os três cair.”

Durante a fala, Caiado chegou a bater na mesa três vezes em tom de brincadeira.

Agenda com presidenciáveis

Kassab cumpre agenda entre sexta-feira (7) e segunda-feira (9) ao lado dos três governadores em cinco cidades do estado de São Paulo, incluindo a capital. A expectativa é filiar ao menos 12 novos políticos ao partido durante os eventos.

No encontro desta sexta-feira, em São Paulo, os governadores participaram de um debate sobre cinco temas considerados estratégicos para o país: segurança pública, benefícios sociais, empresas estatais, organização do Estado e fortalecimento dos municípios.

Divergência no campo da direita

A declaração de Kassab foi uma resposta indireta ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Recentemente, ele afirmou considerar pouco provável que o segundo turno da eleição presidencial de 2026 ocorra sem a presença do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e de Flávio Bolsonaro.

Segundo Valdemar, o cenário mais estratégico para o campo conservador seria a união das candidaturas já no primeiro turno. “Nós temos condições de nos unirmos”, disse.

Ele afirmou ainda que, com um acordo entre partidos de direita, Flávio Bolsonaro poderia até vencer a disputa já na primeira etapa do pleito.

Avaliação sobre nomes do PSD

Valdemar também avaliou que o PSD teria dificuldades para lançar um candidato competitivo ao Palácio do Planalto.

Sobre Ratinho Júnior, disse não acreditar que o governador dispute a Presidência, argumentando que ele deve se concentrar na sucessão estadual no Paraná, especialmente diante do desempenho do senador Sergio Moro, do União Brasil.

Já em relação a Ronaldo Caiado, Valdemar reconheceu que o governador de Goiás é um nome competitivo, mas avaliou que sua força política estaria mais concentrada no cenário regional, sem alcance nacional suficiente para sustentar uma candidatura ao Planalto.

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