“Não desejamos asfixiar a economia”, diz ministro do Trabalho sobre redução da jornada
Segundo Luiz Marinho, governo avalia que semana de trabalho de 40 horas é “plenamente factível e sustentável"


Jessica Cardoso
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (10) que o governo não quer prejudicar a atividade econômica ao discutir mudanças na jornada de trabalho no país.
“Nós não desejamos asfixiar a economia. O que nós precisamos é criar condições de trazer uma conquista porque é uma exigência, especialmente da juventude trabalhadora”, disse durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, que debate a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1.
A proposta em discussão no Congresso busca estabelecer a redução da jornada para 36 horas semanais, mas, segundo o ministro, a avaliação do governo é que, neste momento, a economia brasileira comporta uma diminuição para 40 horas semanais.
“Sem redução do salário, com duas folgas por semana. Portanto, estou falando em 5 por 2 [...] Estamos seguros que a redução da jornada para 40 horas semanais é plenamente factível [e] sustentável”, afirmou.
Marinho também disse que o governo ainda estuda os possíveis impactos econômicos da medida e que pretende aprofundar o debate com especialistas e setores produtivos.
Segundo ele, está sendo organizada uma análise técnica com apoio de instituições como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), além de universidades e especialistas.
O ministro afirmou ainda que o governo está aberto ao diálogo com representantes do empresariado para avaliar os efeitos da proposta em diferentes segmentos da economia.
“Temos que de fato fazer a escuta com os setores da economia, [os] setores dos trabalhadores e analisar conjuntamente qual é o melhor para a economia brasileira”, declarou.
Marinho defendeu ainda que a redução da carga semanal pode ter impactos positivos na qualidade de vida e na saúde dos trabalhadores.
Segundo o ministro, o tema envolve o debate sobre mais tempo para atividades pessoais e familiares, além de possíveis ganhos no ambiente de trabalho e na produtividade.









