Política

Vice-presidente do Senado fala sobre plano de militares para matar Lula, Alckmin e Moraes: "Que se faça justiça"

Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) discursou em cerimônia que lembra dois anos do dia 8 de janeiro de 2023

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Raphael Felice
08/01/2025, 15:18 • Atualizado em 08/01/2025, 15:18
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Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) em evento do 8/1 | Reprodução/YouTube

Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) em evento do 8/1 | Reprodução/YouTube

Durante a cerimônia em lembrança dos dois anos dos atos golpistas de 8 de janeiro, o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), defendeu nesta quarta-feira (8) que a Justiça seja feita contra militares responsáveis por tramar suposto plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Segundo investigações da Polícia Federal (PF), militares de alta patente, entre eles o ex-ministro da Casa Civil e vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, o general Walter Souza Braga Netto, planejaram atentado para manter o ex-presidente no poder. A trama foi descoberta após a PF recuperar mensagens do celular de um ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid.

Ao citar os militares, Veneziano ressaltou que é preciso ser justo, também, com os membros das Forças Armadas que não aderiram ao planejamento ou à execução golpista.

“Se faz justiça, que entre membros das Forças houve aqueles que não se predispuseram a subjugar-se à infâmia dos que tentavam e tramavam contra as vidas, como a do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin, do ministro Alexandre de Moraes. É necessário que façamos justiça porque não podemos tratar igualmente os que são desiguais", disse o senador.

Ainda de acordo com a PF, vários elementos estão relacionados à suposta tentativa de golpe e ao 8 de janeiro. Entre eles, o acampamento golpista em frente ao QG do Exército em Brasília, a tentativa de invasão ao prédio da PF em 12 de dezembro de 2022, o plano para matar Lula, Alckmin e Moraes e, por fim, o 8 de janeiro.

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